Do campo de terra aos grandes clubes: jovens do interior da Bahia mostram que o futebol ainda transforma destinos
Projeto social revela talentos e muda vidas.
Do campo de terra aos grandes clubes: jovens do interior da Bahia mostram que o futebol ainda transforma destinos
Projeto social revela talentos e muda vidas.
No pequeno distrito de Tapirama, na zona rural de Gongogi, no Sul da Bahia, o apito que marca o início dos treinos também anuncia novos começos. Em um cenário distante dos grandes centros esportivos, onde o talento costuma nascer antes mesmo da estrutura, crianças e adolescentes encontram no futebol uma oportunidade de sonhar — e, sobretudo, de construir um futuro diferente.
Foi desse campo simples que surgiram três jovens atletas que hoje integram categorias de base de importantes clubes brasileiros. As histórias de Neymar Castro, Levy Brito e Samuel Rocha simbolizam o resultado de um trabalho que entende o futebol como ferramenta de educação, inclusão social e desenvolvimento humano, muito além da busca por novos craques.
Os atletas foram revelados pela Associação e Escolinha Esportiva Tapirama, iniciativa apoiada desde 2021 pela Appian Capital Brazil, por meio da Atlantic Nickel. O projeto atende crianças e adolescentes de 5 a 14 anos e une formação esportiva, acompanhamento escolar e desenvolvimento socioemocional, fortalecendo valores que acompanham os jovens dentro e fora das quatro linhas.
Os resultados impressionam. Dos 37 participantes atendidos atualmente, 22 já passaram por avaliações em clubes brasileiros, índice que representa cerca de 60% dos alunos. Desde sua implantação, a iniciativa impactou diretamente a vida de quase 50 jovens dos municípios de Gongogi, Itagibá e Ipiaú, ampliando horizontes para famílias que enxergam no esporte uma possibilidade concreta de transformação.
Entre os destaques está o goleiro Neymar Castro, de 15 anos. Com dois metros de altura e personalidade segura debaixo das traves, ele assinou contrato com o Ceará Sporting Club até 2028 e já integra a equipe sub-15, onde se prepara para disputar competições nacionais.
Outro nome promissor é Levy Brito, de apenas 12 anos. O garoto conquistou espaço nas categorias de base do Esporte Clube Bahia graças à velocidade, inteligência tática e maturidade dentro de campo. Já Samuel Rocha, de 13 anos, segue sua evolução na I9 Academy, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, dando continuidade a uma trajetória construída com disciplina e persistência.
Mas, em Tapirama, vestir a camisa de um grande clube nunca foi a única meta. Permanecer no projeto depende também do desempenho escolar. A educação é tratada como condição indispensável para qualquer avanço esportivo, reforçando que formar cidadãos vem antes de formar atletas.
Durante mais de 40 horas mensais de atividades no contraturno escolar, os alunos aprendem fundamentos técnicos, convivência, respeito, trabalho em equipe e resiliência. Em alguns casos, jovens deixaram de participar de avaliações em clubes por apresentarem baixo rendimento na escola, uma decisão que evidencia a prioridade dada à formação integral.
Com investimentos que já somam cerca de R$ 70 mil até 2025, a iniciativa demonstra que responsabilidade social também pode ser construída nos gramados. Em um país onde o futebol continua sendo linguagem universal, projetos como o de Tapirama provam que os maiores títulos nem sempre são conquistados em estádios lotados, mas na mudança silenciosa da realidade de uma comunidade inteira.
De um campo no interior da Bahia para grandes clubes do Brasil. Quando educação e futebol caminham juntos, o sonho deixa de ser apenas promessa e vira realidade. ⚽✨ #FutebolDeBase #TransformaçãoSocial
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