Mediação consolida política pública de acesso à Justiça com quase 8 mil acordos em seis meses no Rio de Janeiro
Resultados do TJRJ fortalecem a Justiça consensual
Mediação consolida política pública de acesso à Justiça com quase 8 mil acordos em seis meses no Rio de Janeiro
Resultados do TJRJ fortalecem a Justiça consensual
A transformação do sistema de Justiça brasileiro passa, cada vez mais, pela capacidade de substituir o confronto pelo diálogo. No Estado do Rio de Janeiro, essa mudança ganha contornos concretos com o avanço da política pública de mediação judicial. Os resultados alcançados pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) no primeiro semestre de 2026 revelam que a solução consensual de conflitos deixou de ser apenas uma alternativa ao processo tradicional para se consolidar como um instrumento estratégico de acesso à Justiça, eficiência institucional e fortalecimento da cidadania.
Levantamento consolidado pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), com base nos dados do sistema ConciliadorWeb, aponta que foram homologados 7.778 acordos entre janeiro e junho deste ano. O número representa crescimento de 57,42% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 4.941 consensos.
Mais do que indicadores estatísticos, os resultados traduzem o impacto de uma política pública voltada à pacificação social. Cada acordo firmado representa um conflito solucionado por meio do diálogo, reduzindo a judicialização, evitando novos recursos e proporcionando respostas mais rápidas e sustentáveis para cidadãos, famílias e instituições.
O crescimento também se reflete na ampliação da capacidade operacional do sistema. No primeiro semestre de 2026 foram realizadas 21.968 sessões de mediação, frente às 14.568 registradas no mesmo período do ano anterior, um avanço de 50,8%. O desempenho demonstra que o aumento da demanda foi acompanhado por maior efetividade, elevando o índice geral de acordos de 33,92% para 35,41%.
Entre os destaques está o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de São João de Meriti, que alcançou 184 acordos em 260 sessões realizadas, atingindo índice de 70,77% de soluções consensuais, desempenho que evidencia a maturidade das práticas de mediação desenvolvidas pela unidade.
Para o presidente do Nupemec e da Escola de Mediação (Emedi), desembargador Cesar Cury, a mediação exerce papel fundamental na construção de uma Justiça mais próxima da sociedade.
“A mediação promove muito mais do que acordos. Ela restabelece o diálogo, fortalece a autonomia das pessoas e contribui para a construção de uma sociedade mais colaborativa. Cada consenso alcançado representa uma oportunidade de transformar relações e evitar o agravamento dos conflitos.”
A evolução dos resultados também está diretamente associada ao investimento permanente na qualificação dos mediadores. Além da formação inicial, os profissionais participam continuamente de programas de atualização técnica, aperfeiçoamento metodológico e desenvolvimento de competências promovidos pelo Nupemec.
Segundo a diretora do Departamento de Métodos Adequados de Tratamento de Conflitos de Interesses (Demat), Cláudia Ferreira, a capacitação continuada constitui um dos pilares da política pública de mediação. Para ela, o aperfeiçoamento constante fortalece a atuação técnica dos mediadores e amplia a qualidade do atendimento prestado à população.
Os números do primeiro semestre reforçam que investir na mediação significa investir em uma Justiça mais eficiente, menos onerosa ao Estado e comprometida com soluções sustentáveis. Em um cenário de crescente demanda por serviços públicos céleres e eficazes, a consolidação da cultura do consenso demonstra que políticas públicas voltadas ao tratamento adequado dos conflitos produzem impactos que ultrapassam o ambiente processual, fortalecendo a confiança da sociedade nas instituições e ampliando o acesso democrático à Justiça.
Quando o diálogo se transforma em política pública, a Justiça chega mais rápido, com mais eficiência e mais humanidade. Conheça os números que mostram a força da mediação no TJRJ. #AcessoÀJustiça #MediaçãoJudicial
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