Paweł Pawlikowski retorna às ruínas da memória em “A Terra do Meu Pai”
Novo filme estreia nos cinemas em 29 de outubro
Paweł Pawlikowski retorna às ruínas da memória em “A Terra do Meu Pai”
Novo filme estreia nos cinemas em 29 de outubro
Há cineastas que transformam a História em espetáculo. Paweł Pawlikowski prefere outro caminho: filma o silêncio, a distância entre duas pessoas e o peso das escolhas que atravessam gerações. Depois de conquistar reconhecimento internacional com Ida e Guerra Fria, o diretor polonês volta ao centro da cena autoral com A Terra do Meu Pai (Fatherland), longa que estreia nos cinemas brasileiros em 29 de outubro, com distribuição da MUBI e da Imovision.
A expectativa em torno do filme ganhou força após sua estreia na Competição Oficial do Festival de Cannes de 2026, onde Pawlikowski recebeu, em empate, o prêmio de Melhor Direção. O reconhecimento confirma a consistência de uma filmografia que, há mais de uma década, investiga identidade, pertencimento e memória por meio de narrativas de rara delicadeza visual.
Escrito em parceria com Henk Handloegten, A Terra do Meu Pai acompanha uma viagem física e emocional protagonizada pelo escritor Thomas Mann, vencedor do Nobel de Literatura, e sua filha Erika Mann, atriz, escritora e piloto de rali. Interpretados por Hanns Zischler e Sandra Hüller, os personagens percorrem uma Alemanha devastada pelo pós-guerra durante o verão de 1949, atravessando um país dividido pela Guerra Fria enquanto revisitam as fraturas de uma relação familiar marcada pelo exílio, pela culpa e pelo tempo.
A escolha de Sandra Hüller, uma das atrizes mais admiradas do cinema europeu contemporâneo, amplia a potência dramática do projeto. Ao seu lado, nomes como August Diehl, Devid Striesow e Anna Madeley completam um elenco que reforça a vocação internacional da produção.
Visualmente, Pawlikowski reencontra colaboradores fundamentais de sua trajetória. O diretor de fotografia Łukasz Żal, indicado ao Oscar®, retorna para construir imagens que transformam paisagens em estados de espírito, enquanto o cuidadoso trabalho de direção de arte e figurino reafirma o rigor estético que tornou o cineasta uma referência do cinema de autor europeu.
Produzido pela MUBI em parceria com OUR Films, Extreme Emotions, Nine Hours, Chapter 2 e Circle One, o longa reafirma uma característica recorrente da obra do diretor: utilizar acontecimentos históricos como pano de fundo para conflitos profundamente humanos. Em vez de oferecer respostas, Pawlikowski propõe perguntas sobre pertencimento, reconciliação e herança emocional.
Em tempos em que o cinema frequentemente privilegia o impacto imediato, A Terra do Meu Pai aposta na contemplação e na força dos pequenos gestos. Sua chegada aos cinemas brasileiros representa não apenas a estreia de um dos títulos mais aguardados do circuito internacional, mas também a oportunidade de reencontrar um autor que continua fazendo da imagem um espaço de memória, reflexão e resistência.
Depois de Ida e Guerra Fria, Paweł Pawlikowski volta aos cinemas com um drama histórico que transforma memória e afeto em cinema de alta intensidade. Estreia em 29 de outubro. #CinemaEuropeu #CinemaDeAutor
disponível para venda na Amazon: https://a.co/d/0gDgs0S


Deixe um comentário