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Trio de Vento celebra uma década de excelência e reafirma a força da música instrumental brasileira

Três flautas, um repertório de rara sensibilidade

O Trio de Vento celebra dez anos de trajetória com interpretações refinadas da música instrumental brasileira e novos lançamentos no horizonte. #Linkezine 🎼

 

Trio de Vento celebra uma década de excelência e reafirma a força da música instrumental brasileira

Três flautas, um repertório de rara sensibilidade

Há formações musicais que se destacam pela técnica; outras, pela originalidade. O Trio de Vento reúne ambas as qualidades em uma trajetória construída com delicadeza, pesquisa e profundo respeito à tradição da música instrumental brasileira. Formado pelas flautistas Aurora Novello, Gisele Pilz e Nívia Martiny, o grupo celebra dez anos de atividade artística enquanto prepara uma nova etapa de sua carreira com o lançamento dos singles Loro e Risco, reafirmando a maturidade de um projeto que faz da flauta transversal um instrumento de narrativa e emoção.

A história do trio começou em Ubatuba, no litoral paulista, onde diferentes percursos pessoais convergiram em torno de uma mesma linguagem musical. Natural da Ilha do Mel (PR), Nívia Martiny encontrou na cidade um ambiente fértil para desenvolver sua pesquisa artística ao lado de Aurora e Gisele. Da afinidade entre as três intérpretes nasceu, em 2015, uma formação pouco convencional, capaz de explorar novas possibilidades sonoras a partir do diálogo entre três flautas transversais.

Mais do que executar partituras, o Trio de Vento constrói paisagens musicais que revelam a riqueza da produção instrumental brasileira. O repertório atravessa diferentes períodos e estilos, aproximando o universo erudito da música popular em arranjos cuidadosamente elaborados. Obras de Heitor Villa-Lobos, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Tom Jobim, Jacob do Bandolim, Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Guerra-Peixe, Dominguinhos, Gilberto Gil, Milton Nascimento e Lea Freire ganham novas leituras, preservando suas identidades enquanto dialogam com uma interpretação contemporânea.

Desde a estreia no espetáculo Lira por Elas, em 2016, promovido pela Banda Lira Padre Anchieta de Ubatuba, o trio consolidou presença em festivais, concertos e projetos culturais dedicados à valorização da música brasileira. Em cada apresentação, evidencia-se uma combinação rara entre precisão técnica, escuta coletiva e liberdade interpretativa, características que aproximam o grupo da tradição camerística sem perder o vínculo com as raízes populares do país.

As trajetórias individuais também enriquecem essa construção artística. Aurora Novello alia a carreira de instrumentista à atuação como educadora musical; Gisele Pilz desenvolveu sólida formação em Ubatuba e integra diferentes grupos instrumentais; enquanto Nívia Martiny, formada em Artes Visuais e com estudos no Conservatório de MPB de Curitiba, amplia o diálogo entre música e expressão estética.

Ao completar uma década, o Trio de Vento reafirma que a música instrumental permanece viva quando encontra intérpretes capazes de unir rigor, sensibilidade e imaginação. Em tempos de produção acelerada, o grupo escolhe o caminho da escuta atenta, transformando cada concerto em uma experiência que aproxima tradição e contemporaneidade, preservando um patrimônio sonoro que continua a inspirar novas gerações.

 

Três flautas, uma década de história e um repertório que transforma cada nota em poesia. O Trio de Vento segue renovando a música instrumental brasileira com elegância e sensibilidade. 🎶 #MúsicaInstrumental #MúsicaClássica

 

 

 

 

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