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Do litoral às bacias: São Paulo encerra Climate Week com agenda de adaptação e biodiversidade

Fundação Florestal conecta soluções locais às metas globais

Da erosão costeira à proteção das florestas, a São Paulo Climate Week mostrou que adaptação climática precisa transformar metas globais em ações locais. #Linkezine 🌱

 

Do litoral às bacias: São Paulo encerra Climate Week com agenda de adaptação e biodiversidade

Fundação Florestal conecta soluções locais às metas globais

Quando o clima muda, a resposta precisa acontecer no território. No litoral, onde o mar avança sobre áreas vulneráveis; nas florestas, que protegem nascentes; e nas cidades, onde enchentes e ilhas de calor expõem os efeitos de um planeta mais quente. Foi a partir dessa perspectiva que a Fundação Florestal encerrou, nesta quinta-feira (6), sua participação como hub oficial da São Paulo Climate Week 2026.

Realizada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a programação reuniu gestores, especialistas e representantes de diferentes setores para discutir caminhos de adaptação climática, conservação da biodiversidade e governança ambiental.

No Parque Estadual da Ilha do Cardoso, em Cananéia, os efeitos da erosão costeira já fazem parte da rotina. A Fundação Florestal apresentou experiências que combinam geotubos de areia e restauração da vegetação de restinga, uma estratégia conhecida como “engenharia suave”. A proposta busca reduzir a força do avanço do mar sem abandonar os processos naturais do ambiente.

A questão, porém, ultrapassa a conservação da paisagem. Para comunidades que vivem na região, conter a erosão significa preservar acessos e manter serviços essenciais, como saúde e educação. A adaptação climática, nesse cenário, deixa de ser conceito distante e passa a significar proteção concreta para quem vive no território.

No Litoral Norte, outra experiência reforçou essa conexão. O Instituto Conservação Costeira apresentou resultados de ações de recuperação após as chuvas extremas de 2023. Com Soluções Baseadas na Natureza, 203 hectares já estão em processo de restauração, enquanto mais de 5 mil alunos foram capacitados.

A conservação também ganhou dimensão privada. As Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) foram apresentadas como instrumentos estratégicos para ampliar a proteção dos ecossistemas e contribuir para a meta global de conservar 30% do planeta até 2030. Em São Paulo, existem 118 RPPNs, inseridas em uma paisagem em que grande parte da vegetação nativa está localizada em propriedades particulares.

O debate avançou ainda para a integração entre clima e biodiversidade. Especialistas defenderam que planejamento territorial, infraestrutura verde, recuperação florestal e proteção de cabeceiras precisam caminhar juntos. Para representantes da Semil, Cetesb e SP Águas, incorporar serviços ecossistêmicos ao planejamento e recuperar áreas estratégicas para os recursos hídricos são passos decisivos para fortalecer a segurança ambiental e o abastecimento.

No encerramento, ficou uma mensagem que ultrapassa os dois dias de programação: as grandes metas climáticas só ganham sentido quando encontram soluções no chão. Entre florestas, rios, cidades e litoral, São Paulo começa a desenhar essa ponte — e o próximo desafio será fazê-la crescer em escala.

 

🌱 O clima muda — e a resposta precisa acontecer no território. Na São Paulo Climate Week, litoral, florestas, cidades e recursos hídricos entraram na mesma conversa sobre o futuro ambiental de São Paulo.  #MeioAmbiente #MudançasClimáticas

 

 

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