Scanner corporal identifica drogas e interrompe tentativa de entrada em presídio de Bangu
Duas visitantes foram presas durante revista no Complexo de Gericinó
Scanner corporal identifica drogas e interrompe tentativa de entrada em presídio de Bangu
Duas visitantes foram presas durante revista no Complexo de Gericinó
Na porta de uma unidade prisional, alguns segundos podem fazer a diferença entre uma rotina de segurança e a entrada de materiais capazes de alterar a dinâmica interna de um presídio. Foi durante uma dessas etapas de controle que policiais penais identificaram uma tentativa de levar drogas para dentro do sistema prisional fluminense.
A ocorrência aconteceu na quinta-feira (6), no Presídio Inspetor José Antônio da Costa Barros, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Durante o procedimento de revista, equipes do Grupamento de Portaria Unificada (GPU) detectaram imagens consideradas suspeitas no scanner corporal utilizado na entrada da unidade.
A alteração foi identificada na região pélvica de duas visitantes. Após serem questionadas pelos policiais penais, as mulheres admitiram que escondiam drogas nas partes íntimas. Ao todo, foram apreendidos mais de 260 gramas de entorpecentes, entre maconha e cocaína.
A abordagem, que poderia terminar apenas como mais uma etapa do fluxo de visitantes, transformou-se em uma ocorrência policial. As duas mulheres receberam voz de prisão em flagrante e foram conduzidas, juntamente com o material apreendido, para a 34ª DP (Bangu), onde o caso foi registrado.
Segundo as informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Polícia Penal, a dupla foi autuada por tráfico de drogas e permaneceu à disposição da Justiça, sendo encaminhada para uma unidade prisional da própria secretaria.
O episódio também evidencia o papel da tecnologia integrada aos procedimentos de segurança penitenciária. O scanner corporal permite que as equipes realizem uma inspeção capaz de identificar alterações sem depender exclusivamente de métodos convencionais de revista, funcionando como uma ferramenta adicional no controle de acesso às unidades.
Em um sistema no qual a entrada de drogas pode representar riscos para a disciplina, a segurança dos agentes e a própria dinâmica entre os internos, cada barreira de controle assume importância estratégica. A fiscalização começa antes mesmo de o visitante atravessar os portões.
A atuação do GPU faz parte de um trabalho permanente da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) para impedir a circulação de materiais proibidos no sistema penitenciário do Rio de Janeiro.
Mais do que uma apreensão registrada em uma ocorrência, o caso mostra como procedimentos de revista, capacitação dos agentes e recursos tecnológicos se complementam. No ambiente prisional, onde segurança depende de atenção contínua, identificar uma ameaça antes que ela atravesse os portões continua sendo uma das tarefas essenciais.
Tecnologia e fiscalização na entrada do sistema prisional. 🚔 Durante revista em Bangu, policiais penais identificaram mais de 260 gramas de drogas escondidas por duas visitantes, que foram presas em flagrante. #SegurançaPública #PolíciaPenal
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