Agro brasileiro busca novo salto de competitividade com agenda de Estado
Congresso da ABAG reúne setor em torno do futuro
Agro brasileiro busca novo salto de competitividade com agenda de Estado
Congresso da ABAG reúne setor em torno do futuro
O agronegócio brasileiro chegou ao seu principal encontro anual em um momento em que produzir já não basta. Em um mercado global pressionado por segurança alimentar, transição energética, sustentabilidade e novas disputas comerciais, o desafio agora é transformar escala em competitividade e protagonismo em estratégia de longo prazo.
Esse foi o tom da abertura do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), realizado nesta segunda-feira (10), em São Paulo, pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em parceria com a B3. Sob o tema “Agro & Indústria – Integrando e Transformando o Brasil”, autoridades e lideranças defenderam uma agenda capaz de aproximar produção, indústria, mercado financeiro e políticas públicas.
Para marcar os 25 anos da entidade, a ABAG entregou ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, uma Agenda Estratégica da Agroindústria Brasileira. O documento foi elaborado a partir da análise de mais de 80 fatores, classificados conforme urgência, impacto e horizonte de implementação, e reúne propostas para ações de curto, médio e longo prazo.
Na avaliação do presidente da ABAG, Ingo Plöger, o momento exige que o país avance da condição de grande produtor para a de formulador das novas regras do comércio e da economia global. A estratégia passa por agregar valor à produção, abrir mercados e ampliar a contribuição brasileira para uma economia mais sustentável.
Alckmin reforçou essa perspectiva ao afirmar que o Brasil avança para se tornar o maior exportador de alimentos do mundo. O vice-presidente também destacou o desempenho das exportações após o acordo entre Mercosul e União Europeia e citou projeções do Ipea sobre os efeitos da reforma tributária no PIB, nos investimentos e nas exportações.
O mercado de capitais apareceu como outro eixo central da discussão. Luiz Masagão, da B3, destacou o papel das estruturas financeiras no financiamento da cadeia produtiva. Até junho, as emissões de CPR alcançavam R$ 470 bilhões, enquanto LCA somavam R$ 560 bilhões, CRA chegavam a R$ 170 bilhões e CDCA ultrapassavam R$ 30 bilhões.
No comércio exterior, o Ministério da Agricultura e Pecuária também apresentou números que dimensionam a expansão brasileira. Segundo o ministro André de Paula, o país já conquistou 674 novos mercados para seus produtos e trabalha para superar a marca de 700 até o fim do ano.
A mensagem que atravessou o congresso foi clara: o próximo ciclo do agro dependerá menos de soluções isoladas e mais de integração. Segurança jurídica, acesso a capital, abertura comercial, inovação e agregação de valor aparecem como peças de uma mesma engrenagem.
Ao completar 25 edições, o CBA olha para o futuro com uma pergunta que ultrapassa a porteira: como fazer do protagonismo conquistado pelo agro brasileiro uma estratégia duradoura para o desenvolvimento do país?
O agro brasileiro quer dar o próximo passo: transformar protagonismo em estratégia de longo prazo. 🌱📈 No 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, lideranças discutiram competitividade, financiamento, abertura de mercados e integração entre agro e indústria. #Agronegocio #AgroBrasil
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