Fiocruz aponta queda ou estabilidade da SRAG em 23 estados, mas 14 ainda estão em alerta
Boletim reforça vacinação e cuidados contra vírus respiratórios
Fiocruz aponta queda ou estabilidade da SRAG em 23 estados, mas 14 ainda estão em alerta
Boletim reforça vacinação e cuidados contra vírus respiratórios
O cenário dos vírus respiratórios no Brasil apresenta sinais de melhora, mas ainda exige atenção. A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada nesta quinta-feira (13), aponta tendência de queda ou estabilidade nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 23 das 27 unidades da Federação. A atualização considera a Semana Epidemiológica 31, entre 2 e 8 de agosto.
Apesar da tendência positiva na maior parte do país, quatro estados apresentam leve sinal de crescimento: Rondônia, Mato Grosso, Bahia e Sergipe. Além disso, 14 estados ainda registram incidência de SRAG em níveis classificados como alerta, risco ou alto risco. Estão nessa situação Acre, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.
Diante desse cenário, os pesquisadores do InfoGripe reforçam a importância da vacinação como principal estratégia de prevenção contra formas graves e mortes associadas aos principais vírus respiratórios, entre eles influenza, vírus sincicial respiratório (VSR) e SARS-CoV-2.
As recomendações também incluem medidas de proteção em períodos de maior circulação viral. O uso de máscaras em unidades de saúde e em ambientes fechados ou com aglomeração, a higiene das mãos e o afastamento das atividades em caso de sintomas gripais ou de resfriado continuam entre os cuidados indicados. Quando o isolamento não for possível, a orientação é sair de casa utilizando uma boa máscara.
Entre os vírus analisados, o VSR segue como um dos principais responsáveis pelos casos graves, especialmente entre crianças pequenas. Embora haja sinais de queda, as hospitalizações por SRAG associadas ao vírus permanecem elevadas em estados como Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul.
A influenza também apresenta comportamentos diferentes conforme a região. A sazonalidade da influenza A já terminou, mas os casos graves continuam altos em Minas Gerais e Roraima. Já a influenza B ainda registra crescimento em Espírito Santo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, enquanto apresenta desaceleração em estados como Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Em relação à Covid-19, o boletim identifica leve sinal de aumento de casos graves no Maranhão e no Amazonas, embora a incidência semanal permaneça baixa. O levantamento também aponta manutenção do crescimento de hospitalizações por metapneumovírus em parte da Região Sul, além de São Paulo, Pernambuco e Amazonas.
Nas capitais, Belém e Porto Velho apresentam atividade de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco e sinal de crescimento na tendência de longo prazo. Outras seis capitais — Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Manaus, Rio Branco e São Luís — permanecem em níveis elevados, mas sem tendência de crescimento nas últimas semanas.
Os números mostram, portanto, um quadro nacional de desaceleração, mas ainda distante de significar o fim da atenção aos vírus respiratórios. Com crianças pequenas e idosos entre os grupos mais impactados por casos graves e mortalidade, o acompanhamento epidemiológico segue essencial para orientar medidas de prevenção nas próximas semanas.
O cenário dos vírus respiratórios dá sinais de melhora, mas a atenção continua. 🩺 Segundo a Fiocruz, 23 estados apresentam queda ou estabilidade da SRAG, enquanto 14 ainda estão em alerta. #SaúdePública #Fiocruz
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