Casa Seva leva encontro entre Frans Krajcberg e Irmãs Gelli à SP/Arte Rotas 2026
Arte e natureza se encontram em obras de gerações distintas
Casa Seva leva encontro entre Frans Krajcberg e Irmãs Gelli à SP/Arte Rotas 2026
Arte e natureza se encontram em obras de gerações distintas
A matéria ganha novas formas quando artistas diferentes encontram na natureza um ponto de partida em comum. É a partir dessa aproximação que a Casa Seva estreia na SP/Arte Rotas 2026, reunindo a obra de Frans Krajcberg, um dos nomes fundamentais da arte ambiental brasileira, e a produção contemporânea das Irmãs Gelli.
No estande D08, a galeria apresenta uma seleção de esculturas de parede, incluindo trabalhos inéditos criados especialmente para a feira. A proposta coloca lado a lado pesquisas realizadas em momentos distintos, mas conectadas por uma mesma atenção à materialidade, aos ciclos naturais e às marcas deixadas pela ação humana sobre o ambiente.
Na trajetória de Krajcberg, a natureza nunca aparece apenas como tema. Madeiras queimadas, raízes e outros vestígios encontrados em áreas de devastação foram incorporados pelo artista como matéria-prima e linguagem. Ao transformar restos associados à destruição ambiental em esculturas, sua produção construiu uma relação direta entre criação artística, território e preservação.
Décadas depois, as Irmãs Gelli desenvolvem uma investigação própria sobre a transformação da matéria. Seus trabalhos recentes, incluindo peças inéditas preparadas para a SP/Arte Rotas, utilizam principalmente cera vegetal e plástico reciclado para explorar processos como repetição, desgaste, acúmulo e transformação.
O encontro proposto pela Casa Seva não busca igualar as trajetórias dos artistas, mas evidenciar como diferentes gerações podem construir perguntas semelhantes a partir de materiais e contextos distintos. De um lado, Krajcberg transforma vestígios da devastação em uma espécie de memória visual da floresta. De outro, as Irmãs Gelli trabalham com materiais que carregam outras possibilidades de permanência, reaproveitamento e transformação.
A sustentabilidade aparece, assim, não apenas como assunto, mas como parte da própria construção dos trabalhos. Essa perspectiva também está presente na atuação da Casa Seva, galeria inaugurada em 2024 e voltada a projetos que aproximam produção artística e questões socioambientais. Parte das vendas de suas exposições é destinada a ações de reflorestamento, ampliando a relação entre o que acontece dentro do espaço expositivo e ações concretas fora dele.
Para Carolina Pileggi, fundadora da Casa Seva, a participação na feira representa uma oportunidade de ampliar o alcance dessa pesquisa e aproximar públicos diferentes de uma produção que conecta arte e natureza.
A estreia da galeria na SP/Arte Rotas acontece entre 26 e 30 de agosto, na ARCA, em São Paulo. No estande D08, o visitante encontrará um diálogo entre memória, matéria e transformação — uma exposição que mostra como a arte pode olhar para a natureza não apenas como inspiração, mas como território de investigação e responsabilidade.
Quando a natureza vira matéria, memória e linguagem. 🌿 A Casa Seva estreia na SP/Arte Rotas 2026 aproximando Frans Krajcberg das Irmãs Gelli em uma exposição que conecta arte e sustentabilidade. #ArteContemporânea #Cultura
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