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Cigarro eletrônico amplia alerta entre jovens e preocupa especialistas em câncer de pulmão

Vaping cresce entre adolescentes e acende alerta à saúde

O crescimento do cigarro eletrônico entre adolescentes amplia o alerta para dependência de nicotina e problemas respiratórios e cardiovasculares. #Linkezine 🚭

Cigarro eletrônico amplia alerta entre jovens e preocupa especialistas em câncer de pulmão

 Vaping cresce entre adolescentes e acende alerta à saúde

Em uma época em que o cigarro convencional perde espaço entre os adolescentes, uma nova forma de consumo de nicotina avança justamente entre os mais jovens. Com sabores, aromas e formatos que podem parecer menos agressivos, os cigarros eletrônicos passaram a fazer parte da rotina de muitos adolescentes e adultos jovens, trazendo à tona uma preocupação que vai além da dependência: os possíveis impactos respiratórios, cardiovasculares e oncológicos dessa exposição precoce.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, do IBGE, ajudam a dimensionar a mudança. Entre estudantes de 13 a 17 anos, a experimentação de cigarro convencional caiu de 22,6%, em 2019, para 18,5% em 2024. No mesmo período, porém, a experimentação de cigarros eletrônicos subiu de 16,8% para 29,6%. Entre as meninas, o índice chegou a 31,7%; entre os meninos, 27,4%.

Para o oncologista clínico Vinícius Conceição, integrante do núcleo de excelência em câncer de pulmão do Grupo SOnHe, o ponto de atenção está na antecipação do contato com a nicotina. A exposição durante a adolescência pode favorecer o desenvolvimento precoce da dependência e ampliar o período em que o organismo permanece sujeito aos efeitos dessas substâncias.

E os riscos não estão restritos ao câncer. O uso de dispositivos eletrônicos está associado a problemas respiratórios e cardiovasculares, incluindo asma, DPOC, enfisema e lesões pulmonares. Entre as condições que ganharam atenção está a EVALI, uma lesão pulmonar associada ao uso de produtos de vaping, que pode apresentar sintomas como falta de ar, dor no peito e febre e evoluir para quadros graves.

Outro fator de preocupação é a composição dos líquidos utilizados nos dispositivos. Segundo autoridades sanitárias, alguns produtos podem apresentar concentrações elevadas de nicotina, incluindo sais de nicotina, que facilitam a absorção da substância e podem favorecer a dependência.

A oncologista clínica Débora Curi, também integrante do núcleo de excelência em câncer de pulmão do Grupo SOnHe, destaca que a percepção de que o cigarro eletrônico seria uma opção segura precisa ser enfrentada com informação. Embora os efeitos de longo prazo ainda estejam sendo estudados, já existem evidências de danos à saúde.

No Brasil, a Anvisa mantém proibidas a fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda desses dispositivos. A regulamentação foi reforçada pela RDC 855/2024. Ainda assim, a presença dos produtos entre adolescentes mostra que fiscalização e prevenção precisam caminhar juntas.

O desafio agora é evitar que a queda do cigarro convencional seja acompanhada pela formação de uma nova geração dependente de nicotina. Para a saúde pública e a oncologia, a prevenção começa antes da doença — e o alerta sobre o vaping ainda está longe de perder relevância.

 

O cigarro mudou de formato, mas o alerta para a saúde continua. O avanço do vaping entre adolescentes preocupa especialistas e reforça a importância da informação e da prevenção. 🚭 #Saude #CigarroEletronico

 

 

 

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