DF registra primeira internação involuntária após novo decreto para casos de crise mental
Homem em situação de rua foi encontrado nos trilhos do metrô em estado de agitação intensa
DF registra primeira internação involuntária após novo decreto para casos de crise mental
Homem em situação de rua foi encontrado nos trilhos do metrô em estado de agitação intensa
O Distrito Federal registrou nesta segunda-feira (24) o primeiro caso de internação involuntária após a publicação do Decreto nº 49.089/2026. A medida envolveu um homem de 31 anos, em situação de rua, encontrado em uma área restrita dos trilhos do Metrô-DF durante um episódio de agitação intensa.
A ocorrência começou após equipes do Centro de Monitoramento de Segurança (CMS) receberem a informação de que havia um invasor na Via 2 da Central, no sentido Galeria. Policiais civis da 5ª Delegacia de Polícia, responsável pela região central, foram acionados e localizaram o homem caminhando pela área operacional.
Segundo o registro policial, os agentes precisaram persegui-lo por aproximadamente 100 metros antes de alcançá-lo, nas proximidades da Estação Galeria. O local apresenta risco elevado, inclusive de choque elétrico, e tem acesso restrito até mesmo para profissionais de segurança.
A ocorrência ganhou relevância por inaugurar, na prática, a aplicação de novas diretrizes para situações envolvendo pessoas em sofrimento mental ou dependência química. A Norma de Serviço nº 9, publicada em 13 de agosto pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Distrito Federal, estabelece procedimentos específicos para a atuação policial nesses casos.
Entre as orientações está o acionamento obrigatório do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192, quando uma pessoa em situação de rua conduzida à delegacia apresentar sinais de psicose aguda, crise de transtorno mental ou dependência química.
Após ser levado à delegacia, o homem recebeu atendimento médico. De acordo com as informações registradas na ocorrência, a equipe do Samu identificou um quadro de surto e histórico de esquizofrenia. Diante da avaliação de risco, foi determinada a internação involuntária.
O episódio coloca em evidência uma discussão que ultrapassa a ocorrência policial: como o poder público deve agir diante de situações em que segurança, saúde mental e assistência social se encontram no mesmo espaço?
A nova regulamentação busca estabelecer um fluxo para esses atendimentos, mas sua aplicação também deverá ser acompanhada de perto por órgãos públicos, profissionais de saúde e entidades de defesa de direitos. O primeiro caso no Distrito Federal marca, portanto, não apenas uma medida administrativa, mas o início de uma política que ainda terá seus limites e resultados avaliados na prática.
Um caso nos trilhos do metrô inaugura, na prática, uma nova etapa da política pública para situações de crise mental no Distrito Federal. O episódio levanta questões sobre segurança, saúde e direitos. #PoliticasPublicas #SaudeMental
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