Pedreiro faz a própria sustentação oral no TRT11 e é elogiado por magistrados
Trabalhador estudou a CLT para defender seus argumentos
Pedreiro faz a própria sustentação oral no TRT11 e é elogiado por magistrados
Trabalhador estudou a CLT para defender seus argumentos
Diante dos magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11), que atende os estados do Amazonas e de Roraima, o pedreiro Edilson Takahara ocupou um espaço normalmente associado a profissionais do Direito: a tribuna. No dia 17 de agosto de 2026, durante o julgamento de um processo trabalhista, ele próprio apresentou sua sustentação oral para defender os argumentos que havia levado à Justiça.
Por cerca de 10 minutos, Edilson falou aos integrantes da sessão sobre sua rotina de trabalho e os motivos pelos quais buscava o reconhecimento do vínculo empregatício com uma empresa para a qual havia trabalhado durante uma obra em Manaus.
Antes de chegar ao tribunal, o trabalhador conta que estudou aspectos básicos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para compreender melhor o processo e organizar sua defesa. A iniciativa ganhou ainda mais significado diante da insegurança que ele próprio relatou ao enfrentar a situação.
“Eu tive que me esforçar para vencer essa barreira de criar coragem e vir aqui”, afirmou durante a sustentação.
O processo analisado era um Recurso Ordinário, relatado pelo juiz convocado Sandro Nahmias Melo. A empresa havia recorrido de uma decisão anterior que reconheceu o vínculo de emprego e sustentava que Edilson teria atuado como trabalhador autônomo ou avulso.
O pedreiro, por sua vez, também apresentou recurso. Entre os pedidos, estavam a aplicação da multa prevista no artigo 467 da CLT e o reconhecimento de má-fé no processo.
Da obra para a tribuna
Durante sua fala, Edilson explicou aos magistrados como era sua rotina na obra e apresentou os argumentos que considerava importantes para demonstrar a relação de trabalho existente. Ao concluir a sustentação, pediu que o recurso apresentado pela empresa fosse rejeitado e que seus próprios pedidos fossem considerados.
A participação chamou a atenção dos integrantes do julgamento. Depois da manifestação do trabalhador, o relator Sandro Nahmias Melo elogiou a qualidade de sua sustentação oral.
Na sequência, o magistrado antecipou seu voto pela rejeição tanto do recurso da empresa quanto do recurso apresentado por Edilson. Dessa forma, a decisão anterior seria mantida, com uma ressalva relacionada à limitação dos valores atribuídos à causa.
O episódio também mostra como uma sessão de julgamento pode revelar histórias que ultrapassam os aspectos técnicos de um processo. Ao estudar a legislação e assumir pessoalmente a defesa de seus argumentos, Edilson transformou sua participação no tribunal em um momento de protagonismo.
Entre normas, recursos e decisões, a Justiça do Trabalho também é feita de pessoas que chegam às salas de audiência carregando suas próprias histórias. Em Manaus, a voz de um pedreiro ocupou a tribuna por alguns minutos e deixou registrada uma participação que chamou a atenção dos próprios magistrados.
⚖️ Da obra para a tribuna: um pedreiro decidiu estudar a CLT e fazer a própria sustentação oral no TRT11. A fala de Edilson Takahara durou cerca de 10 minutos e chamou a atenção dos magistrados. #JustiçaDoTrabalho #DireitoBrasileiro
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