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Exposição imersiva celebra centenário de Tom Jobim com uma viagem pela Mata Atlântica

“Jobim-açu” transforma caminhão em floresta de sons e imagens

A exposição Jobim-açu transforma um caminhão em uma experiência imersiva inspirada na relação de Tom Jobim com a Mata Atlântica. #Linkezine 🎨

 

Exposição imersiva celebra centenário de Tom Jobim com uma viagem pela Mata Atlântica

“Jobim-açu” transforma caminhão em floresta de sons e imagens

 

 

Tom Jobim tinha um jeito particular de ouvir o Brasil. Antes mesmo de transformar paisagens, pássaros, rios e árvores em música, o compositor aprendeu a perceber a natureza como parte da própria identidade brasileira. É essa relação que ganha forma na exposição itinerante Jobim-açu, atração gratuita que chega ao Rio de Janeiro para celebrar o centenário do artista.

Integrante da programação da Semana de Arte do Rio, a mostra poderá ser visitada na Praça Santos Dumont, entre 1º e 6 de setembro, e depois seguirá para a Orla Prefeito Luiz Paulo Conde, na Avenida Alfred Agache, onde ficará de 16 a 20 de setembro.

Com curadoria do jornalista Hugo Sukman e direção artística da cineasta Daniela Thomas, Jobim-açu transforma um caminhão em uma experiência imersiva. O espaço foi pensado para aproximar o visitante da paisagem que acompanhou a trajetória de Tom e esteve presente em boa parte de sua produção artística.

O próprio nome da exposição carrega uma referência à cultura brasileira. “Jobim-açu” faz alusão à canção “Querelas do Brasil”, de Aldir Blanc e Maurício Tapajós. Na composição, o sobrenome do músico aparece associado ao sufixo tupi açu, que significa “grande”.

Uma floresta dentro da cidade

A experiência começa antes mesmo de o público entrar no caminhão. O veículo recebeu uma obra inédita de Danilo Zamboni, arquiteto e ilustrador, que cria uma espécie de extensão visual da Mata Atlântica.

No interior, tecidos suspensos, fotografias, sons, imagens e trechos de canções formam uma espécie de “clareira poética”. A ideia é fazer com que o visitante deixe o ritmo da cidade por alguns minutos e mergulhe no universo que inspirou o compositor.

Para Daniela Thomas, a cenografia foi construída para despertar diferentes sentidos. A luz, os sons e as imagens ajudam a criar uma experiência que remete à floresta e à maneira como Tom Jobim observava a natureza.

Do lado de fora, cinco estações reúnem 20 painéis com textos e imagens que percorrem a trajetória do compositor, desde a infância até o reconhecimento internacional como um dos grandes nomes da música do século XX.

Música, memória e educação

A exposição também aposta na música como porta de entrada para novas gerações. Duas playlists foram preparadas para diferentes momentos da programação. Durante a semana, estudantes poderão conhecer composições nas quais a natureza ocupa papel central. Aos fins de semana, o repertório inclui clássicos que atravessaram gerações.

O projeto ainda terá oficinas para crianças e estudantes, aproximando música, literatura, ilustração e educação ambiental.

Mais do que lembrar o centenário de Tom Jobim, Jobim-açu propõe uma nova maneira de caminhar pela obra do compositor: ouvindo seus sons, observando suas paisagens e percebendo como a natureza ajudou a construir uma das identidades mais marcantes da música brasileira.

No Rio, a floresta de Tom ganha endereço, movimento e novas formas de ser visitada. E, por alguns dias, a cidade poderá entrar no ritmo de uma paisagem que o compositor transformou em música.

 

E se fosse possível entrar dentro de uma canção de Tom Jobim? 🌿🎶 A exposição Jobim-açu transforma uma caminhão em floresta, memória e música no Rio.  #TomJobim #ArteBrasileira

 

 

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