Petrobras avança na Margem Equatorial com novos poços
Ibama autoriza perfuração na Foz do Amazonas, ampliando aposta energética.
Publicado em 05/09/2026 por Linkezine em Política // 1 comentário
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Petrobras avança na Margem Equatorial com novos poços
Ibama autoriza perfuração na Foz do Amazonas, ampliando aposta energética.
A sexta-feira marcou um novo capítulo na exploração petrolífera brasileira. O Ibama autorizou a perfuração de mais três poços na Bacia da Foz do Amazonas, parte da Margem Equatorial. O primeiro poço, batizado de Morpho, já revelou petróleo, anúncio feito pela Petrobras no mês passado. Agora, os três novos poços serão cruciais para delimitar o reservatório e avaliar sua viabilidade econômica. A estatal prevê investir cerca de US$ 2,5 bilhões entre 2026 e 2030 na região.
A Margem Equatorial é uma faixa marítima que se estende do Rio Grande do Norte até a Guiana, com 2.200 quilômetros de costa brasileira. Trata-se de uma área formada durante a abertura do Atlântico, quando Gondwana se fragmentou. Desde 2015, países vizinhos como Guiana e Suriname acumulam descobertas expressivas, com estimativas de bilhões de barris recuperáveis. O Brasil, até agora, explorava apenas a Bacia Potiguar. A Foz do Amazonas, localizada a 175 quilômetros da costa do Amapá, pode se tornar o próximo marco.
Segundo o geólogo Pedro Zalan, os reservatórios da Margem Equatorial têm formato de lençóis ou canais, compostos por arenitos turbidíticos — sedimentos depositados por correntes submarinas. Diferem do pré-sal, onde o petróleo fica em bolsões selados por uma camada de sal. Aqui, os reservatórios são mais discretos, com espessuras de dezenas de metros, mas distribuídos em diferentes níveis. Essa característica pode multiplicar as possibilidades de exploração.
A descoberta na Foz do Amazonas remete à trajetória da Petrobras. Em 1974, a estatal encontrou petróleo em águas profundas na Bacia de Campos. Três décadas depois, o pré-sal revolucionou a produção nacional. Agora, com o pico do pré-sal previsto para 2034-2035, especialistas alertam: novas fronteiras precisam ser abertas para sustentar a relevância do Brasil no mercado global de energia.
O desafio, porém, não é apenas técnico. A região é ambientalmente sensível, próxima à foz de um dos maiores rios do planeta. A autorização do Ibama reflete um equilíbrio delicado entre desenvolvimento energético e preservação ambiental. A narrativa que se desenha é de continuidade: o Brasil busca manter sua posição estratégica no setor, enquanto o mundo observa como será conduzida essa nova etapa.
Do pré-sal à Margem Equatorial: o Brasil segue desbravando águas profundas em busca de energia e futuro. 🌊⚡ #EnergiaDoFuturo #Petrobras
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