“Maria de Maria” leva o faroeste brasileiro à disputa do Festival do Rio
Nanda Costa estrela novo longa de Luiza Tubaldini
“Maria de Maria” leva o faroeste brasileiro à disputa do Festival do Rio
Nanda Costa estrela novo longa de Luiza Tubaldini
Há algo de muito brasileiro quando uma história de faroeste troca as paisagens clássicas do cinema norte-americano pelo sertão, pela poeira das estradas e pela vastidão do interior do país. É nesse território que nasce “Maria de Maria”, novo longa de ficção dirigido por Luiza Shelling Tubaldini e estrelado por Nanda Costa, que fará sua estreia mundial na competição da Première Brasil, no Festival do Rio.
A seleção coloca novamente a cineasta no centro da principal mostra competitiva do evento. Em 2025, Luiza participou do festival com “Love Kills”, produção que conquistou o prêmio de Melhor Som. Agora, retorna com uma obra que mergulha no western para construir uma narrativa atravessada por identidade, sobrevivência, maternidade e pertencimento.
Ambientado no Brasil de 1940, o filme acompanha Maria, uma cangaceira que vê seu bando ser dizimado justamente quando carrega um filho. Sem outra alternativa, ela parte em fuga para o Centro-Oeste, região marcada naquele momento pela chamada “Marcha para o Oeste”, política de ocupação e integração territorial promovida durante o governo de Getúlio Vargas.
Entre uma natureza que impõe seus próprios limites e um passado que continua à espreita, Maria precisa reconstruir a própria trajetória. A protagonista surge, assim, dentro de uma tradição cinematográfica associada ao western, mas deslocada para uma experiência profundamente brasileira.
A referência ao gênero também nasce da memória da própria diretora. Luiza conta que cresceu assistindo a nomes como John Ford, Sergio Leone, Fred Zinnemann e Sam Peckinpah e imaginando como seria colocar mulheres como protagonistas absolutas dessas histórias. Em “Maria de Maria”, essa inquietação ganha forma em uma personagem que não ocupa apenas o centro da narrativa: ela conduz o próprio destino.
Para a cineasta, o nome Maria também carrega uma dimensão simbólica. A personagem representa mulheres de diferentes origens e regiões do país, enquanto a jornada pelo interior brasileiro estabelece uma conexão entre território, memória e identidade.
Além de Nanda Costa, o elenco reúne João Campos, César Ferrario, Iara Campos e Antonio Grassi. Produzido pela Filmland Internacional, o longa conta com apoio da Spcine e da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. A distribuição nos cinemas ficará a cargo da O2 Play.
Com sua estreia no Festival do Rio, “Maria de Maria” chega à tela como uma aposta em um gênero conhecido, mas revisitado a partir das paisagens, personagens e contradições do Brasil. A jornada de Maria começa no cinema e promete continuar depois das luzes do festival.
O faroeste ganhou sotaque brasileiro. 🎬 “Maria de Maria”, com Nanda Costa e direção de Luiza Shelling Tubaldini, fará sua estreia mundial no Festival do Rio, na Première Brasil. Uma história de cangaço, fuga, território e sobrevivência ambientada no Brasil de 1940. #CinemaBrasileiro #FestivalDoRio
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