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TJRJ reúne autoridades em mobilização nacional contra o feminicídio

Cerimônia marca 200 dias do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio

TJRJ reúne autoridades para reforçar a prevenção e o enfrentamento ao feminicídio no Brasil. A mobilização defende ações permanentes para proteger a vida das mulheres. ✊ #Linkezine

TJRJ reúne autoridades em mobilização nacional contra o feminicídio

Cerimônia marca 200 dias do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio

Na luta contra o feminicídio, números revelam a dimensão do problema, mas são os nomes e as histórias interrompidas que lembram o tamanho da urgência. Na manhã de quinta-feira, 10 de setembro, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) se tornou palco de uma mobilização nacional em defesa da vida das mulheres. A cerimônia marcou os 200 dias do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, iniciativa que busca integrar os três Poderes da República no enfrentamento à violência de gênero.

Realizado no Auditório Desembargador Antônio Carlos Amorim, no Fórum Central, o encontro reuniu autoridades dos governos federal, estadual e municipal, integrantes do Judiciário e representantes de diferentes áreas da administração pública. A abertura contou com a execução do Hino Nacional pela cantora Teresa Cristina.

O presidente do TJRJ e governador do Rio em exercício, desembargador Ricardo Couto de Castro, chamou atenção para a necessidade de ampliar as políticas de prevenção. Para ele, o enfrentamento ao feminicídio não pode se limitar à punição dos crimes já cometidos. Educação, informação e ações capazes de interromper o ciclo da violência precisam ocupar um lugar central nas estratégias do Estado.

A discussão também carregou a memória de vítimas. Couto de Castro recordou o assassinato da juíza Viviane Amaral, morta pelo ex-marido, destacando que o próprio Judiciário fluminense conhece de perto as marcas deixadas pelo feminicídio.

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, reforçou que cada vítima é mais do que uma estatística. Ao lembrar mulheres assassinadas no Estado do Rio de Janeiro, destacou a necessidade de reconhecer suas trajetórias, sonhos e vínculos. Em sua fala, defendeu a união entre Executivo, Legislativo e Judiciário diante de uma violência estrutural que não pode ser enfrentada por instituições isoladas.

A desembargadora Adriana Ramos de Mello, coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, apresentou iniciativas desenvolvidas pelo TJRJ, como o Projeto Violeta, a Maria da Penha Virtual, o Rio Lilás e o Projeto Dandara. A magistrada defendeu que o pacto ultrapasse governos e se consolide como política permanente de Estado.

O debate também evidenciou o recorte racial da violência. A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, destacou que, em 2025, dois terços das vítimas de feminicídio registradas no país eram mulheres negras.

Ao completar 200 dias, o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio reafirma um desafio que permanece aberto: transformar discursos, leis e estruturas institucionais em proteção concreta. Porque prevenir uma morte exige que o Estado consiga chegar antes da violência irreversível — e que a defesa da vida das mulheres seja, de fato, uma prioridade cotidiana.

 

 

Nenhuma mulher deve ser apenas um número. No TJRJ, autoridades reforçaram que combater o feminicídio exige prevenção, políticas públicas e compromisso permanente com a vida. ✊ #BastaDeFeminicídio  #DireitosDasMulheres

 

 

 

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