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Casa Brasil leva Acervo da Laje ao circuito da ArtRio com exposição gratuita no Centro do Rio

“Dançar diante da Lua” ocupa prédio histórico na Pequena África

A Casa Brasil integra a ArtRio com uma exposição do Acervo da Laje que conecta arte, memória, negritude e museologia social. #Linkezine 🎨

Casa Brasil leva Acervo da Laje ao circuito da ArtRio com exposição gratuita no Centro do Rio

“Dançar diante da Lua” ocupa prédio histórico na Pequena África

Em meio ao movimento da ArtRio e da Semana de Arte e Cultura do Rio de Janeiro, a Casa Brasil abre um espaço de pausa no Centro da cidade. Entre 18 de setembro e 15 de novembro, o prédio histórico localizado na região da Pequena África recebe “Dançar diante da Lua”, exposição realizada pela V ARTE com obras e referências do Acervo da Laje, coletivo baiano reconhecido por sua atuação na arte, memória e museologia social.

Com entrada gratuita e acessibilidade universal, a mostra amplia o circuito tradicional das grandes exposições ao propor uma experiência aberta a públicos diversos. A escolha do endereço acrescenta outra camada ao projeto: instalado em um edifício neoclássico que já abrigou a alfândega e o tribunal do júri, o espaço passa a receber uma produção centrada em brasilidades, negritude e memória popular.

Com curadoria de Marcelo Campos e expografia de Gisele de Paula, a exposição organiza essa narrativa em quatro núcleos. O primeiro, “Um Jardim Crioulo”, cria uma instalação com ervas de cura, elementos associados a tradições ancestrais e um piso composto por caquinhos e azulejos com orixás do ceramista Prentice.

Em seguida, “Sala de Recepção – Clementina de Jesus” estabelece uma atmosfera reverencial dedicada à cantora, com velas pintadas sobre madeira pelo artista Zé di Cabeça e uma paisagem sonora inspirada em canções de Clementina, evocando memória, afeto e resistência.

“As Sereias e as Dádivas” apresenta entidades afro-indígenas associadas às águas e às matas em pinturas e fotografias, enquanto “Os Brados de uma Independência Cabocla” volta-se às referências originárias e à libertação baiana, articulando símbolos de pertencimento e luta.

A programação não termina nas paredes da exposição. A Casa Brasil também recebe encontros e debates sobre estéticas periféricas e museologia comunitária, com a participação dos fundadores do Acervo da Laje, Vilma Santos e José Eduardo Ferreira Santos, além de convidados.

Criado no Subúrbio Ferroviário de Salvador, o Acervo da Laje funciona como museu de residência, escola e centro de pesquisa, preservando e difundindo produções ligadas à arte periférica, negra e popular.

Ao integrar o circuito da ArtRio, “Dançar diante da Lua” amplia o mapa da arte contemporânea no Rio e transforma um edifício histórico em espaço de encontro, reflexão e disputa de narrativas. Durante doze dias da Semana de Arte, a cidade será atravessada por diferentes linguagens. Na Casa Brasil, a história ganha novas vozes — e a exposição permanece como ponto de partida para outras conversas.

 

SERVIÇO – Exposição: Dançar diante da Lua — Acervo da Laje
Realização: V ARTE
Curadoria: Marcelo Campos | Expografia: Gisele de Paula
Período: 18 de setembro (sexta-feira) a 15 de novembro (domingo)
Circuito: Semana de Arte e Cultura do Rio / ArtRio
Entrada: gratuita, com acessibilidade universal

 

Arte, memória e identidade ocupam um prédio histórico no coração da Pequena África. “Dançar diante da Lua”, do Acervo da Laje, chega ao circuito da ArtRio com entrada gratuita.  #ArtRio #ArteContemporânea

 

 

 

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