Anticoncepcional: 5 dúvidas que ainda cercam a escolha do método
Ginecologista esclarece mitos sobre contracepção
Anticoncepcional: 5 dúvidas que ainda cercam a escolha do método
Ginecologista esclarece mitos sobre contracepção
Pílula todos os dias, implante, dispositivo intrauterino, injeção ou adesivo. A variedade de métodos contraceptivos ampliou as possibilidades de escolha, mas também trouxe uma lista extensa de dúvidas para o consultório ginecológico. Ganho de peso, necessidade de pausas, fertilidade e esquecimento da pílula estão entre as questões que ainda geram insegurança.
Para a ginecologista Loreta Canivilo, a informação é parte importante da escolha. Cada método apresenta características próprias e deve ser analisado de acordo com o histórico e as necessidades de cada mulher.
1. Anticoncepcional causa ganho de peso?
Não é possível afirmar que todos os anticoncepcionais hormonais provoquem ganho de peso. Alterações corporais podem estar relacionadas a diversos fatores, como alimentação, metabolismo, idade, rotina e retenção de líquidos.
“Cada organismo responde de uma maneira. Não podemos atribuir automaticamente qualquer alteração de peso ao anticoncepcional”, explica Loreta.
2. É preciso interromper a pílula para o organismo “descansar”?
A chamada “pausa para descansar o organismo” não deve ser adotada por iniciativa própria. A necessidade de interromper ou substituir um método depende da avaliação individual e do anticoncepcional utilizado.
Além disso, interromper o método sem planejamento pode comprometer a proteção contraceptiva.
3. O uso prolongado causa infertilidade?
O receio de que anticoncepcionais provoquem infertilidade permanente é frequente, mas a ação contraceptiva dos métodos hormonais é, em geral, reversível.
“O tempo de retorno da fertilidade varia conforme o método e as características individuais da mulher”, afirma a especialista. Assim, uma eventual demora para engravidar após a suspensão não deve ser automaticamente relacionada ao anticoncepcional.
4. Todos os métodos hormonais funcionam da mesma maneira?
Não. Pílulas, adesivos, anéis, implantes, injetáveis e DIUs hormonais possuem diferentes hormônios, doses, vias de administração e formas de uso.
A escolha deve considerar histórico clínico, fatores de risco, medicamentos, rotina e planos reprodutivos. Algumas condições de saúde também podem restringir determinadas opções.
5. Esquecer uma pílula elimina a proteção?
Depende do tipo de anticoncepcional, da quantidade de comprimidos esquecidos e do momento da cartela. Por isso, não existe uma orientação única para todos os casos.
A recomendação é consultar a bula do medicamento e buscar orientação profissional quando houver dúvida. Em determinadas situações, pode ser indicado utilizar proteção adicional.
Também é importante lembrar que anticoncepcionais não protegem contra infecções sexualmente transmissíveis. Para essa finalidade, o preservativo continua sendo fundamental.
Escolha individual
Mais do que encontrar o método “ideal” de forma genérica, a contracepção envolve uma decisão individual. Histórico de saúde, rotina, preferências e planos reprodutivos entram nessa conversa.
“O que funciona bem para uma mulher pode não ser a melhor opção para outra”, resume Loreta.
Em um cenário com tantas alternativas, informação qualificada e acompanhamento profissional continuam sendo os melhores caminhos para transformar dúvida em decisão consciente.
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