Poderi Morini chega ao Brasil com castas raras da Romagna e rótulos assinados por artistas italianos
Vinícola de Faenza estreia no país com Sangiovese, Albana, Centesimino e Longanesi
Poderi Morini chega ao Brasil com castas raras da Romagna e rótulos assinados por artistas italianos
Vinícola de Faenza estreia no país com Sangiovese, Albana, Centesimino e Longanesi
O vinho italiano que chega à mesa brasileira nem sempre precisa repetir as mesmas histórias. A Poderi Morini, vinícola familiar de Faenza, na Emília-Romagna, desembarca no Brasil justamente para ampliar esse repertório. A partir de setembro, a marca apresenta um portfólio construído em torno das castas tradicionais e autóctones da Romagna, região que combina gastronomia, agricultura, arte e uma identidade vitivinícola própria.
Fundada em 1998 por Alessandro e Daniela Morini, a vinícola nasceu de um projeto familiar dedicado à valorização das uvas locais. Ao lado de nomes reconhecidos internacionalmente, como Sangiovese e Albana, aparecem variedades menos conhecidas do público brasileiro, entre elas Centesimino e Longanesi. São castas que ajudam a revelar uma Itália do vinho menos óbvia e mais ligada ao território.
Essa busca por identidade também está nas garrafas. Desde os primeiros anos da Poderi Morini, artistas italianos são convidados a interpretar os vinhos e transformar suas percepções em rótulos. Pablo Echaurren, Giuliano Della Casa e o ceramista Gian Franco Morini estão entre os nomes que já participaram do projeto.
A proposta não se limita à criação de uma ilustração. Os artistas conhecem e degustam os vinhos antes de desenvolver suas obras, estabelecendo uma relação entre sabor, território e linguagem visual. Na prática, a garrafa passa a funcionar como uma extensão da experiência gastronômica.
No portfólio brasileiro, o Sette Note destaca a Albana, variedade histórica da Romagna e primeira uva branca da Itália a receber a classificação DOCG. Entre os tintos, o Sangiovese aparece em rótulos como Torre di Oriolo e Nonno Rico. Já o Savignone explora a Centesimino, enquanto o Morosè apresenta a mesma casta em uma versão espumante brut. A Longanesi completa esse retrato de variedades ligadas à identidade regional.
À frente do projeto brasileiro está Fabrício Morini, que também atua em negócios ligados à indústria e à marca italiana de motocicletas Moto Morini. Para ele, a chegada da vinícola representa mais do que a inclusão de novos rótulos no mercado.
“Não queremos simplesmente colocar mais um vinho italiano na prateleira. Há uma oportunidade de apresentar novas uvas, novas histórias e um território”, afirma.
Os vinhos terão preços estimados entre R$ 200 e R$ 600. A estreia nacional acontece durante o I Love Italian Wines 2026, com etapas em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. O circuito reunirá profissionais do vinho e da gastronomia e será a primeira oportunidade para o público especializado brasileiro conhecer a coleção.
Mais do que uma estreia comercial, a Poderi Morini chega propondo uma descoberta: olhar para a Itália além dos rótulos já consagrados e encontrar, entre as colinas de Faenza, outras possibilidades de sabor, origem e cultura.
Da Romagna para o Brasil: novas castas, histórias de família e vinhos que também são uma experiência visual. A Poderi Morini chega com Sangiovese, Albana, Centesimino e Longanesi para ampliar o mapa do vinho italiano por aqui. 🍷🇮🇹 #VinhosItalianos #Enogastronomia
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