Tite responde a críticas sobre influência do filho e define autonomia no Botafogo
Treinador fala sobre decisões coletivas e encerra polêmica
Tite responde a críticas sobre influência do filho e define autonomia no Botafogo
Treinador fala sobre decisões coletivas e encerra polêmica
A apresentação de Tite no Botafogo, nesta quinta-feira (17), teve futebol, planejamento e também espaço para uma questão que acompanhou o treinador em sua passagem recente pelo Cruzeiro: a influência de seu filho, Matheus Bacchi, dentro da comissão técnica. Diante da pergunta, o novo comandante alvinegro procurou estabelecer uma linha clara entre trabalho coletivo e responsabilidade pelas decisões.
Sem fugir do tema, Tite afirmou que trabalha com uma equipe que fornece informações, debate alternativas e participa do processo. A decisão final, porém, segundo ele, permanece sob sua responsabilidade.
“Sempre em todos os processos, a decisão, inclusive ela é dura e ela é solitária. Ela é intransferível, inegociável”, afirmou o treinador durante a entrevista coletiva.
Ao explicar como pretende atuar no Botafogo, Tite citou o confronto contra o Grêmio, vencido pelo clube carioca por 3 a 2, como exemplo de dinâmica entre treinador e comissão. Segundo ele, a equipe técnica manteve conversas durante a partida e participou das mudanças realizadas entre os tempos.
Para o treinador, esse modelo não representa perda de autonomia. Pelo contrário: faz parte de uma estrutura na qual diferentes profissionais contribuem para que a decisão seja tomada.
“É coparticipação para uma decisão final do que você vai fazer”, resumiu Tite. Na sequência, reforçou a ideia que considera central em sua metodologia: “Quem me conhece sabe que é um trabalho de equipe. E quem toma a decisão final sou eu”.
A discussão também alcançou o processo de montagem do elenco. Tite deixou claro que não trabalha com autonomia individual para contratar jogadores. A escolha de atletas, segundo o técnico, passa por uma construção conjunta dentro da estrutura do departamento de futebol.
A declaração acontece poucos dias depois da saída do Cruzeiro. No clube mineiro, Tite comandou a equipe em 17 partidas, com oito vitórias, três empates e seis derrotas, alcançando 52,9% de aproveitamento.
Apesar do desempenho irregular, o treinador encerrou o ciclo com um título. O Cruzeiro conquistou o Campeonato Mineiro após vencer o Atlético por 1 a 0, no dia 8. Na competição estadual, Tite esteve à frente do time em 11 partidas, com oito vitórias e três derrotas.
No Campeonato Brasileiro, entretanto, o cenário era diferente. O Cruzeiro estava na lanterna após oito rodadas quando a comissão técnica foi demitida.
Agora, no Rio de Janeiro, Tite inicia um novo capítulo da carreira. A apresentação deixou uma mensagem definida sobre sua metodologia: participação coletiva nas análises, responsabilidade compartilhada no processo e decisão final concentrada no treinador. O próximo teste será transformar essa estrutura em desempenho dentro de campo.
Novo clube, mesma metodologia: na apresentação ao Botafogo, Tite falou sobre trabalho em equipe, autonomia e respondeu às críticas envolvendo a participação do filho na comissão técnica. ⚽#Botafogo #FutebolBrasileiro
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