PGT-A amplia possibilidades no planejamento reprodutivo de casais com risco genético
Teste ajuda a avaliar alterações cromossômicas
PGT-A amplia possibilidades no planejamento reprodutivo de casais com risco genético
Teste ajuda a avaliar alterações cromossômicas
Para alguns casais, planejar uma gravidez envolve mais do que decidir quando tentar. Quando existe histórico familiar de alterações genéticas, perdas gestacionais ou dificuldades reprodutivas, a jornada pode ser acompanhada por dúvidas que começam antes mesmo da gestação. É nesse cenário que a medicina reprodutiva vem incorporando ferramentas capazes de acrescentar informação às decisões clínicas.
Entre elas está o PGT-A, sigla em inglês para Teste Genético Pré-Implantacional para Aneuploidias. Realizado em embriões produzidos por fertilização in vitro (FIV), o exame avalia alterações no número de cromossomos antes da transferência para o útero.
Em condições normais, as células humanas apresentam 46 cromossomos. Quando existe um cromossomo a mais ou a menos, ocorre uma aneuploidia. Essas alterações podem estar associadas a falhas de implantação, abortamento espontâneo e algumas condições cromossômicas. O PGT-A busca identificar esse tipo de alteração para oferecer uma informação adicional à equipe médica na seleção dos embriões.
“O objetivo não é encontrar um ‘embrião perfeito’, mas fornecer informações que possam auxiliar a equipe médica e o casal na decisão sobre a transferência embrionária”, explica o médico Bruno Coprerski, diretor de operações da Centogene Brasil e América Latina.
A indicação, entretanto, não é universal. Os benefícios do PGT-A podem variar conforme idade, histórico reprodutivo, quantidade de embriões disponíveis e características de cada tratamento. Por isso, a decisão deve ser individualizada e acompanhada por especialistas.
Um ponto importante é diferenciar PGT-A de PGT-M, especialmente quando existe uma doença genética conhecida na família. Enquanto o PGT-A investiga alterações no número de cromossomos, o PGT-M é direcionado à identificação de uma alteração genética específica previamente conhecida.
A tecnologia também avança na velocidade dos resultados. Durante o Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (CBRA), realizado no Recife, a Centogene apresentou um método de PGT-A com resultado em até 24 horas. A proposta pode reduzir o intervalo entre a análise genética e a transferência embrionária, conforme a estratégia definida pela equipe responsável pelo tratamento.
Para quem enfrenta um processo de reprodução assistida, cada etapa representa uma decisão. A genética não elimina incertezas nem garante uma gravidez, mas pode ampliar o conjunto de informações disponível antes da transferência.
No planejamento familiar contemporâneo, essa possibilidade ganha espaço justamente onde ciência e expectativa se encontram: na tentativa de transformar decisões difíceis em escolhas mais bem informadas.
Quando planejar uma gravidez também significa entender riscos genéticos, a informação ganha um papel central. 🧬 O PGT-A é uma das ferramentas disponíveis na reprodução assistida para avaliar alterações cromossômicas antes da transferência embrionária. #SaúdeDaMulher #ReproduçãoAssistida
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