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Comércio eletrônico entra no radar dos fraudadores antes da temporada de vendas

Tentativas sobem 13,2% antes da temporada de vendas

O Índice de Fraude da Equifax BoaVista subiu 13,2% em agosto, enquanto o perfil das tentativas passou a apresentar valores médios menores. O cenário aumenta a atenção do varejo para o último trimestre. 🔎 #Linkezine

 

Tentativas sobem 13,2% antes da temporada de vendas

O calendário do varejo ainda não chegou às grandes datas de consumo, mas os movimentos que antecedem esse período já começaram a aparecer. Em agosto, o Índice de Fraude da Equifax BoaVista voltou a subir no comércio eletrônico brasileiro, consolidando a retomada iniciada no mês anterior e colocando novamente o risco digital no radar das empresas.

A taxa passou de 1,21% em julho para 1,37% em agosto, uma alta de 13,2% na comparação mensal. É o segundo avanço consecutivo do indicador, depois de seis meses seguidos de queda registrados no primeiro semestre.

O movimento começou a ganhar forma em julho, quando o índice passou de 1,08% para 1,21%. Segundo a análise da Equifax BoaVista, a mudança ocorre em um momento estratégico do calendário do varejo, quando empresas e fraudadores se preparam para períodos de maior circulação financeira, como Dia das Crianças, Black Friday e Natal.

Em agosto, o número de tentativas de fraude cresceu 5,7%, mesmo com uma redução de 6,3% no volume de transações analisadas por suspeita de fraude, que caiu de 22,3 milhões para 20,9 milhões.

Há, porém, outro dado importante nessa equação. O valor financeiro das tentativas recuou 3,4%, enquanto o ticket médio caiu 8,6%, passando de R$ 1.028,82 para R$ 940,07. O cenário aponta para uma possível pulverização das ações fraudulentas, com maior quantidade de tentativas concentradas em valores menores.

“Agosto reforçou a mudança de ciclo observada em julho, mas também mostra uma mudança no perfil das tentativas”, afirma Juliano Manrique, superintendente de Produtos de ID&Fraud da Equifax BoaVista. Segundo ele, o comportamento pode estar relacionado à preparação para grandes campanhas promocionais e à busca dos fraudadores por estratégias capazes de se confundir com o comportamento de consumidores legítimos.

Para o varejo, ticket menor não significa risco menor. Contas criadas antecipadamente, dados vazados e padrões de navegação semelhantes aos de clientes reais estão entre os recursos utilizados para dificultar a identificação das irregularidades.

O cenário coloca o último trimestre no centro da estratégia. Com o aumento esperado das transações, empresas precisam combinar prevenção, inteligência artificial e análise comportamental para detectar sinais suspeitos sem transformar mecanismos de segurança em barreiras para compradores legítimos.

Para o levantamento de agosto, a Equifax BoaVista analisou mais de 43 milhões de transações digitais realizadas no comércio eletrônico nacional entre julho e agosto de 2026. Os números antecipam uma disputa que tende a ganhar intensidade nos próximos meses: de um lado, consumidores e varejistas; do outro, fraudadores cada vez mais adaptados ao ambiente digital.

 

O comércio eletrônico entrou no segundo semestre sob novo alerta: as tentativas de fraude cresceram 13,2% em agosto, enquanto o valor médio das ações suspeitas caiu. O jogo de proteção digital ganhou uma nova rodada. 🔐   #ComercioEletronico #SegurancaDigital

 

 

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