Anvisa apreende três lotes falsificados de medicamento contra o câncer
Agência proíbe venda e uso de lotes de Enhertu
Anvisa apreende três lotes falsificados de medicamento contra o câncer
Agência proíbe venda e uso de lotes de Enhertu
A cadeia de segurança dos medicamentos ganhou um novo ponto de atenção nesta quarta-feira (23), após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar a apreensão de três lotes falsificados do Enhertu (trastuzumabe deruxtecana) 100 mg, medicamento biológico utilizado no tratamento de determinados tipos de câncer.
A medida atinge especificamente os lotes 432221, 432844 e 432862. A decisão consta da Resolução-RE nº 3.738, de 22 de setembro de 2026, publicada no Diário Oficial da União. Além da apreensão, a agência proibiu o armazenamento, a comercialização, a distribuição, o transporte e o uso das unidades relacionadas aos números de lote identificados.
O caso chegou à Anvisa após a Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica, responsável pelo registro do produto no país, informar que não reconhece os três lotes como originais. A resolução sanitária classifica os medicamentos como falsificados, mas não identifica, até o momento, a empresa ou os responsáveis pela fabricação e circulação dos produtos irregulares.
O alerta exige atenção porque o Enhertu não é um medicamento convencional de uso domiciliar. Trata-se de uma terapia biológica administrada por infusão intravenosa e utilizada em situações específicas de tratamento oncológico. Entre suas indicações aprovadas no Brasil estão determinados casos de câncer de mama HER2-positivo; a Anvisa também registra indicações terapêuticas específicas para outras situações clínicas.
A falsificação de medicamentos introduz uma variável crítica na assistência: além da procedência desconhecida, o produto irregular pode não apresentar as mesmas características de qualidade, composição, conservação ou rastreabilidade de uma unidade legítima. Por isso, a decisão da Anvisa alcança toda pessoa física ou jurídica que esteja de posse dos lotes apontados.
A própria fabricante mantém orientações para identificação do Enhertu original e informa que a aquisição deve ocorrer por distribuidores homologados. Entre os elementos de verificação estão características da embalagem, identificação do fabricante e informações de lote e validade.
A determinação, porém, é específica: ela se refere aos três lotes considerados falsificados e não significa que todas as unidades de Enhertu disponíveis no país sejam irregulares. O episódio reforça, sobretudo, a importância da rastreabilidade e do controle sanitário em medicamentos de alta complexidade.
Enquanto a apreensão retira os produtos suspeitos de circulação, a identificação da origem da falsificação permanece como uma questão em aberto. É justamente nessa etapa que a investigação sanitária começa a revelar a dimensão do problema.
Um medicamento usado no tratamento de determinados tipos de câncer entrou no radar da vigilância sanitária. A Anvisa determinou a apreensão de três lotes falsificados de Enhertu e proibiu armazenamento, venda, distribuição, transporte e uso. O caso reforça a importância da rastreabilidade dos medicamentos. #Saúde #Anvisa
disponível para venda na Amazon: https://a.co/d/0gDgs0S


Deixe uma resposta