Casa de Cultura do Parque reúne três artistas em novas exposições de arte contemporânea
Mostras exploram linguagem, ancestralidade e experimentação artística.
Casa de Cultura do Parque reúne três artistas em novas exposições de arte contemporânea
Mostras exploram linguagem, ancestralidade e experimentação artística.
A partir de 3 de outubro, a arte contemporânea ganha novos caminhos na Casa de Cultura do Parque, em São Paulo. Até 25 de abril de 2027, o espaço apresenta duas exposições que aproximam escultura, instalação, ancestralidade e linguagem: “Metragens”, de Pablo Accinelli e Gustavo Silvamaral, e “O tudo e o todo”, de André Vargas. Com curadoria de Claudio Cretti, diretor artístico da instituição, a programação transforma diferentes áreas da Casa em territórios de experimentação e reflexão.
Pela primeira vez desde sua inauguração, o deck recebe simultaneamente dois artistas. Em “Metragens”, Accinelli e Silvamaral desenvolvem um projeto colaborativo que parte de materiais cotidianos, como vidro e utensílios de limpeza, para explorar as fronteiras entre função, percepção e construção artística.
Nascido em Buenos Aires, em 1983, Pablo Accinelli investiga as estruturas que organizam a maneira como habitamos e interpretamos o mundo. No jardim do deck, sua intervenção assume a forma de uma caixa-aquário construída sob a terra. A estrutura de vidro abriga produtos de limpeza e estabelece uma relação visual com a fonte d’água criada por Gustavo Silvamaral.
Artista de Brasília, nascido em 1995, Silvamaral explora a escultura como extensão da pintura. Sua instalação combina baldes de inox e taças de cristal, aproximando materiais e referências culturais distintas. O resultado convida o visitante a observar como objetos, acúmulos e contrastes podem transformar a percepção de um ambiente.
Na fachada, a exposição “O tudo e o todo”, de André Vargas, integra o projeto Dando Bandeira, que convida artistas a ocupar o espaço com obras em formato de bandeiras. O artista carioca, nascido em 1986, reúne artes visuais, poesia, música e educação em uma pesquisa que tem a ancestralidade e a cultura popular como fundamentos.
A instalação apresenta oito bandeiras distribuídas em quatro mastros, formando as palavras “TUDO” e “TODO” por meio de paramentas de orixás. As cores remetem ao universo dessas divindades, enquanto a composição estabelece relações entre fé, identidade afro-diaspórica e poder simbólico.
A abertura também contará com a performance “Minha cabeça é meu guia”. Vestido de branco, Vargas envolve a própria cabeça com um extenso colar de contas, em um gesto que se constrói entre proteção, devoção e transformação.
Idealizada pelo Instituto de Cultura Contemporânea, a programação reafirma a Casa de Cultura do Parque como espaço de encontro entre linguagens e perspectivas culturais. Entre instalações, bandeiras e performances, as exposições convidam o público a experimentar a arte para além dos limites tradicionais das galerias.
SERVIÇO
“Metragens”, de Pablo Accinelli e Gustavo Silvamaral [No Deck]
“O tudo e o todo”, de André Vargas [Dando Bandeira]
Abertura: 3 de outubro, sábado, 14h às 18h
Período expositivo: 3 de outubro de 2026 a 25 de abril de 2027
Performance “Minha cabeça é meu guia”, de André Vargas
3 de outubro de 2026, às 16h
Casa de Cultura do Parque
Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 – Alto de Pinheiros
São Paulo – SP, 05461-010
Quarta a domingo, das 11h às 18h
11 3811 9264
ccparque.com.br
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