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Dor na relação após os 50 não deve ser tratada como consequência normal da menopausa

Secura e desconforto íntimo podem ter causas tratáveis

Dor durante a relação após os 50 não deve ser naturalizada. Investigar a causa é fundamental para encontrar o cuidado adequado. #Linkezine 🩺

 

Dor na relação após os 50 não deve ser tratada como consequência normal da menopausa

 

Secura e desconforto íntimo podem ter causas tratáveis

 

A chegada da menopausa traz mudanças que vão muito além das conhecidas ondas de calor. Para muitas mulheres, a queda dos níveis de estrogênio também pode provocar alterações na região íntima, com sintomas como secura, ardor, irritação e dor durante a relação. Embora sejam frequentes, esses sinais não devem ser encarados como uma consequência inevitável do envelhecimento.

O alerta ganha força às vésperas do Dia Mundial da Menopausa, celebrado em 18 de outubro. Em 2026, a Sociedade Internacional de Menopausa colocou a dor crônica na meia-idade no centro de sua campanha, ampliando a discussão sobre sintomas que ainda podem passar despercebidos durante o atendimento médico.

A ginecologista e especialista em estética íntima feminina Bruna Paschoalim explica que a vergonha e a percepção de que não existe solução ainda fazem muitas mulheres evitar o assunto nas consultas. Para ela, a dor recorrente merece investigação individualizada, já que diferentes condições podem apresentar sintomas semelhantes.

Entre as causas está a síndrome geniturinária da menopausa, associada à redução do estrogênio. A alteração pode atingir estruturas da vulva, vagina, uretra e bexiga, provocando secura, coceira, sensação de queimação, desconforto, pequenas fissuras, sangramento após a relação e sintomas urinários.

Os sintomas podem persistir por anos e, em algumas mulheres, se intensificar com o tempo. Um levantamento publicado em 2026 com mulheres na pós-menopausa também apontou diferenças na frequência e na intensidade das manifestações de acordo com fatores clínicos, reforçando a necessidade de avaliar cada caso individualmente.

A menopausa, porém, não explica todos os quadros de dor íntima. Infecções, alterações da pele, tensão da musculatura do assoalho pélvico, endometriose, vulvodínia e alguns medicamentos também podem estar envolvidos. Por isso, observar quando o desconforto começou, onde ele aparece e quais outros sintomas estão presentes ajuda o profissional de saúde a direcionar a investigação.

O tratamento depende da causa identificada. Lubrificantes podem diminuir o atrito, enquanto hidratantes vaginais podem fazer parte dos cuidados regulares. Dependendo da avaliação médica, também podem ser consideradas fisioterapia pélvica, terapias hormonais locais e outras estratégias.

O ponto central é que não existe uma única abordagem para todas as mulheres. Histórico clínico, sintomas, condições de saúde e impacto das manifestações na rotina devem orientar a escolha do tratamento.

Depois dos 50, falar sobre desconforto íntimo continua sendo importante. A dor não precisa ser incorporada à rotina como se fosse inevitável. Reconhecer o sintoma, conversar com um profissional de saúde e investigar sua origem são passos que podem transformar uma queixa silenciosa em uma condição devidamente acompanhada.

 

Depois dos 50, dor e desconforto íntimo não precisam ser encarados como parte inevitável da menopausa. 🩺 Informação e acompanhamento médico ajudam a entender as causas e buscar o cuidado adequado.  #SaudeDaMulher #Menopausa

 

 

 

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