Festival do Rio 2026 reúne luto, memória e recomeços em uma quarta-feira de cinema intenso
Filmes cruzam histórias pessoais e questões do presente
Festival do Rio 2026 reúne luto, memória e recomeços em uma quarta-feira de cinema intenso
Filmes cruzam histórias pessoais e questões do presente
A quarta-feira, 7 de outubro, chega ao Festival do Rio 2026 com uma programação que atravessa diferentes geografias, épocas e formas de contar histórias. Entre estreias brasileiras, produções internacionais e documentários, o cinema ocupa as salas cariocas com personagens diante de perdas, mudanças e escolhas capazes de alterar seus destinos.
No Cine Odeon, às 21h45, “As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você”, de Diego Freitas, aposta no luto como ponto de partida para uma história de reconstrução. Gabriela, devastada pela morte da melhor amiga, recebe uma espécie de último gesto de afeto: dez cartas com desafios deixados antes da despedida. A proposta transforma a dor em movimento e coloca o público diante de uma pergunta simples, mas difícil: como continuar quando alguém essencial já não está aqui?
Na Estação Claro Rio 3, “Qual o Destino?”, de Assaf Machnes, leva a narrativa para as noites de Berlim. Hassan, palestino de 55 anos, trabalha como motorista de aplicativo e enfrenta o distanciamento da filha. A chegada de Amir, um jovem israelense, cria uma relação inesperada que, ao longo dos encontros, aproxima duas experiências marcadas por deslocamentos, conflitos e feridas pessoais. O filme chega ao festival depois de passar por Berlim e receber prêmios em Jerusalém.
Entre os destaques brasileiros, o documentário “Cadu Barcellos – Cria Não Morre, Vira Lenda” recupera a trajetória do cineasta negro criado no Conjunto de Favelas da Maré. Dirigido por Wagner Novais, o curta escolhe celebrar sua ancestralidade, sua potência e seu legado, recusando uma narrativa limitada à tragédia.
Já “Amor e Fé – Chica Xavier”, de Clementino Junior, revisita a trajetória da atriz baiana a partir de sua relação com as artes, a educação e o legado construído ao longo da vida. É um retrato afetivo de uma artista cuja presença ultrapassou as telas.
A programação ainda reserva espaço para o experimental “Euforia”, de Julian Rosefeldt, a ficção histórica “Maria de Maria” e o curta “A Casa de Dona Carlota”, que resgata a história de um time de futebol feminino no subúrbio carioca dos anos 1940.
Mais do que uma sequência de sessões, a quarta-feira mostra a força do Festival do Rio em reunir histórias que olham para o passado sem deixar de discutir o presente. Nas telas, personagens enfrentam perdas, atravessam fronteiras e reinventam suas próprias trajetórias — enquanto o público segue procurando, em cada filme, alguma coisa de si.
🎬 Quarta-feira de cinema no Festival do Rio 2026: histórias de luto, memória, identidade e recomeços chegam às telas cariocas em uma programação que promete fortes encontros com o público. #FestivalDoRio #CinemaBrasileiro
disponível para venda na Amazon: https://a.co/d/0gDgs0S


Deixe uma resposta