“O Poderoso Chefão” segue poderoso!

 

Mais de quatro décadas após seu lançamento, o primeiro filme da trilogia “O Poderoso Chefão” ainda é uma das maiores obras que o cinema já produziu e merece ser revisitada pelos amantes da sétima arte. Repleto de cenas e falas que se tornaram clássicas, os longas dirigidos por Francis Ford Coppola transformaram Hollywood e pavimentaram o caminho para inúmeras produções do gênero, como o seriado “Família Soprano” e filmes como “Bons Companheiros”. Passagens memoráveis protagonizadas por Don Vito Corleone (Marlon Brando), Michael (Al Pacino) e companhia são idolatradas por fãs que têm um comportamento digno de “Star Wars”, movimentando legiões de seguidores em todos os continentes.

De personagens fortes a dramas profundos, a saga tem outros vários elementos que cativam o espectador. O contraste entre o papel de pai amoroso e de bandido implacável  faz de  Don Corleone um dos personagens mais ricos das telonas. Além dele, a figura de Michael (Al Pacino), filho caçula que optou por não seguir a tradição criminosa da família, mas, depois de uma série de fatores, se vê no comando dos negócios, com uma posição ainda mais agressiva em comparação ao pai, mas movido pelo interesse de “limpar” o nome da família. A contradição enriquece o conflito que permeia uma trilogia movida a estratégias, tensões e, claro, muitos tiros!

Há também o lado, digamos, mais lúdico: grandes festas de casamentos e batismos sempre regadas a muito vinho, macarronadas e cantorias, que dá aquela sensação de algazarra dos churrascos em família. Em contrapartida, no subsolo das relações humanas, a luta pelo poder e as iminentes guerras entre as famílias mafiosas dão o tom explosivo que movem a trama. “O Poderoso Chefão” mexe com diversos níveis da natureza humana e justamente por isso segue sendo tão atual mesmo mais de 40 anos depois da estreia.

Todos os argumentos apresentados acima funcionam como verdadeiras iscas para fisgar o espectador. Não resista! Deixe-se levar pelos aromas da comida italiana, tome uns bons goles de vinho, abaixe-se em alguns tiroteios e adentre ao universo implacável da máfia suavizado com uma marcante trilha sonora!

O crime pode até não compensar, mas essa trilogia compensa, e muito!

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Sobre Antonio Munró Filho (15 artigos)
Formado em Jornalismo e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Grande do Sul (PUCRS), tem larga experiência na área de comunicação. Entre 2001 e 2012 trabalhou na Zero Hora e O Sul, dois dos principais jornais do Rio Grande do Sul. Em 2012, deixou Porto Alegre para viver novos desafios no Rio de Janeiro, ao assumir a assessoria de comunicação de uma seguradora de atuação nacional. Cativado pelo universo corporativo, especializa-se na área de Marketing Digital pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Apaixonado por Literatura, mantém o blog cultural Alegria de Ser o que É (www.alegriadeseroquee.wordpress.com.br), no qual escreve sobre livros, filmes e música.

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