Pra curar a ressaca olímpica!

As olimpíadas infelizmente acabaram, acho que até os brasileiros mais pessimistas vão sentir falta desse espírito olímpico que invadiu nossa cidade. Conseguimos fazer jogos organizados, com alguma dificuldade ainda inicial de transporte, mas que rapidamente foi resolvida. Da Zika ninguém lembrou! A violência é um problema nosso, mas até que dos males foi o menor.

Hoje a galera vai se despedindo da cidade, levando muita coisa boa na mala, mas não da pra agradar todo mundo né gente, ainda temos muito a melhorar, mas reclamar do nosso biscoito “Globo” é de mais né.

Para aqueles que não sabem, esse biscoitinho clássico de polvilho chegou ao Rio em 1954, e desde então ganhou o coração dos cariocas. A mistura de polvilho azedo, óleo, água, ovos e sal é bem simples, não tem mistério, mas pra quem espera sabores complexos está procurando no petisco errado. Este salgadinho é ótimo para quem está no calor das praias do Rio, quer algo sem glúten, e não é tão pesado como a empadinha também vendida nas areias.

O que os gringos não souberam, infelizmente, foi procurar. Não precisamos nos esforçar muito para acharmos uma coxinha maravilhosa e bem brasileira, a massa frita feita com farinha de trigo e caldo de galinha sempre encanta a quem prove. A clássica coxinha da Lecadô é muito boa, recheada de frango com queijo cremoso, mas em nossas lanchonetes não vão faltar versões, há até sabores gourmets como as coxinhas recheadas de pato, ou costela.

BOLINHO OK

Outro tradicional prato que virou um clássico dos petiscos foi a nossa feijoada, que hoje em dia é encontrada na versão bolinho, e como prato principal, não deixa de ser um sucesso no “Aconchego Carioca”, restaurante que criou essa novidade para petiscar.

A empadinha de siri do Bar “Bracarense” é uma boa pedida, assim como a abóbora com carne seca (jabá com jerimum), clássico nordestino que também virou bolinho no “Chico e Alaíde”, caminho que os não menos tradicionais polenta com carne moída e o famoso tutu também seguiram.

A lista é longa e os sabores são diversos, não deixamos a desejar em nada para os reis da fritura, com um acréscimo de sabor, sendo nossos bolinhos temperados e maravilhosos. Então, caro gringo, da próxima vez que vier ao Rio de Janeiro, por favor venha bem informado, pesquise antes de dizer que nossa comida é sem graça, temos excelentes Chefs e uma comida única.

empadinha-mini

E quando for falar de novo do biscoito “Globo”, lembre-se que ele é só um biscoito de polvilho, e como tal ele desempenha muito bem seu papel de tapar o buraco do estômago, de forma leve e esfarelando em sua boca com seu sabor suave e totalmente encantador. Obrigada! De nada!

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Sobre Áila Neder (17 artigos)
Áila Neder, formada em letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), comissária de bordo, depois de sofrer muito por conta do que realmente queria fazer da vida, se encontrou nas panelas e na beira do fogão. Desde pequena ajudava sua avó nos preparos de bolos e doces para as festas da família, em 2013 resolveu enfrentar os preconceitos ainda existentes na profissão e abraçar de vez sua verdadeira vocação. Entrou para o curso de gastronomia no IBMR Laureate, estagiou em vários restaurantes franceses e hotéis internacionais, hoje formada faz pós-graduação em patisserie pela UNISUAM.

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