O futuro do dinheiro

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Ficar sem dinheiro no bolso é um pesadelo que a maioria de nós não quer nem pensar em ter. Para muitos, é uma triste realidade causada por baixos salários e desemprego, mas no que depender de alguns fatores e do governo da Coreia do Sul, num futuro próximo o dinheiro pode não existir para ninguém mais.

Se essa informação te preocupa, fique calmo, estou me referindo ao dinheiro físico, como conhecemos há séculos. Vou explicar: com o avanço das tecnologias digitais, há cada vez mais alternativas ao velho dinheiro de papel ou metal sendo usadas e popularizando-se mundo afora, e como os governos de todos os países gastam fortunas para fabricar a moeda que circula em nossas mãos, essas alternativas já estão se tornando mais viáveis.

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Baseado num corte de despesas e numa maior facilidade em vigiar seus cidadãos, o governo sul-coreano quer fazer isso, começando com a retirada de todo o dinheiro de metal de circulação até 2020. Nesse país asiático, apenas 20% da população utiliza o dinheiro em espécie e o banco central gasta por ano US$ 40 milhões para cunhar moedas, fora outros custos para fazer esse dinheiro circular. Os coreanos acreditam que podem obter cerca de 1,2%  a mais de crescimento adicional na economia do país ao ano, só com a retirada do dinheiro em espécie. Além da redução da economia informal.

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No resto do mundo, até os cartões de crédito e débito, ou dinheiro de plástico, que cresceram numa velocidade absurda nos últimos vinte anos, já estão ameaçados frente às novas tecnologias entrando em uso. E a tendência que está aumentando ainda mais nos últimos anos, é passar do dinheiro físico para o digital, não somente através de cartões, mas de novas tecnologias de pagamento.

Em 2016, mais 40 milhões de objetos para pagamentos estavam funcionando em todo o mundo. Já existem sistemas que fazem com que os celulares, pulseiras e diversos outros objetos, todos conectados através da Internet, NFC (tecnologia que usa o toque entre dispositivos) e outros, substituam os cartões de plásticos. Ou seja, as principais mudanças nos meios de pagamento são uma evolução do que já estamos vivendo hoje, e aqui no Brasil, temos a vantagem de possuir um sistema financeiro dos mais sofisticados no mundo, ainda que pesem os buracos da nossa rede de internet móvel e a desconfiança dos mais antigos com tudo o que vem dela. O país é o segundo maior mercado de cartões de crédito e débito em número de transações e o quarto em aparelhos celulares.

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Fugir dessas novas tecnologias vai ser difícil e a tendência é que o dinheiro físico diminua numa velocidade cada vez maior, não só por uma questão de economia e praticidade, mas porque as transações digitais deixam rastro, tornando muito mais fácil cobrar impostos e monitorar transações irregulares, como pensa o governo sul-coreano.

 

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Sobre Victor Hugo (18 artigos)
Victor Hugo Ximenes Descrição: Jornalista formado pela Universidade Candido Mendes, atua na área de produção de conteúdo e assessoria de comunicação para políticos e instituições. Atualmente cursa pós graduação em marketing digital na FGV. Apaixonado por música, aviação e fotografia, adora registrar rostos, paisagens e esporadicamente trabalha em eventos. Apesar do apreço pela tecnologia também é um crítico de como ela influencia no comportamento humano e se torna um vício que afasta as pessoas umas das outras e de si mesmas.

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