Flores enfeitando: Os caminhos, os vestidos, os destinos

 

importantes para qualquer imagem profissional, as roupas falam. Queria dizer pouco. A armadura escolhida a tornava igual aos demais, sem tirar nem por. Queria mostrar pouco. Era assim que se sentia em cada amanhecer. Sentia que ser sol era muito para um espaço de 127 m². Decidiu ser jardim. A saia com flores lhe trazia à superfície de uma redação que tentava lhe afogar. Sem forças, sem foco, o mundo girou rápido dessa vez e ela compreendeu que o tempo fez mudanças no tempo. O tempo era agora.

É impossível não pensar na roupa e em sua função ou papel social. Cada veste está condicionada as restrições naturais e funcionais, são reflexas de um sistema de controle e que formula um discurso, o que cada um quer falar sem emitir uma única palavra.

Um papo um tanto sociológico, antropológico, mas que materializa o ditado de que uma imagem vale mais que mil palavras. Clichê? Talvez, mas vale pensar que os primeiros trinta segundos são mais que necessários para compreender o que a pessoa deseja, pelas roupas. É um poder de convencimento por cores, formas e postura. Assim, até mesmo burlar de forma consciente um modo de vestir estipulado e propagado por muito tempo no ambiente corporativo é uma audácia inteligente.

Buscando uma forma de se salvar em meio à selva de pedra, repensou o caminho, mas não conseguia perceber que o escolher armaduras, matava a cada dia sua vontade de construir seus sonhos. Foi aí que surgiu um destaque, se redescobrir depois de muito tempo vestida por cores neutras, tão neutras que foram capazes de apagar o brilho pela profissão. Bege, preto e vários tons de cinza. Suas vestes protetivas escondiam sua alma florida e com cores, mas ela ressurgiu em uma fala.

Hoje, você está vestida de você. Um sorriso abraçou a alma e fez com que ela percebesse que ainda podia ter mais dela em sua profissão, que de sua profissão nela.

Sempre colocamos que ambiente profissional não é local para seduzir, que devemos estar com uma cara mais profissional, em consonância com a missão e visão da empresa. Aí, recorremos aos 50 tons de cinza, sem a parte de sedução. Esquecemos que precisamos ser para refletir o que nos faz felizes. Só pensamos em padrões. Vivemos padrões. Vestimos padrões.

Ao resgatar qualquer sinal de sua personalidade, mesmo que sejam cores alegres e estampas florais, o profissional compreende que ele e suas vestes são ao mesmo tempo objeto, mas também sujeito, influenciado por fatores internos e externos.

 

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Sobre Karla Oliveira (27 artigos)
Sou Karla Beatriz, brasiliense, designer de moda e jornalista por formação, apaixonada por moda, futebol,viagens, sempre em busca de novas experiências e tendências. Na coluna "Moda", vou explorar esse universo com um olhar especial, trazendo o melhor da moda, com dicas atuais. https://www.instagram.com/arrisca_/

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