Vivíamos um corre corre…sem tempo para um monte de coisas e, ao mesmo tempo, “sobrando“ tempo para várias outras coisas…Como assim?
Sim, gastávamos horas no trânsito até o escritório, horas voando ou nos deslocando para fazer um bate-volta para uma ou outra reunião, fazíamos uso do tempo em tanta coisa…e faltava tempo para conversar na mesa durante as refeições, faltava tempo para estudar com o filho, faltava tempo para valorizar o fazer nada juntos…
E aí a pandemia nos parou.
Paramos no grito. Parada obrigatória.
E agora?
Agora paramos para nos olhar…olhar nossa vida, nosso tempo, nossas prioridades.
Um momento muito difícil. Momento em que muitos perderam vidas, empregos, muitos comerciantes e empresários fecharam ou foram obrigados a se reinventar, muitas famílias estão ameaçadas pela convivência excessiva e tantas outras se fortaleceram com a pandemia.
Momento de mudança no mundo todo. E toda mudança requer adaptação, requer esforço, requer reflexão, requer sofrimento, muitas vezes…e requer o primeiro passo.
A pandemia e a crise financeira e pessoal causou e causará impactos profundos nas pessoas e nos negócios.
A pandemia nos fez rever conceitos, resgatar uma “delicadeza” perdida, olhar o outro e “investir” o nosso tempo em ajudar o próximo, a pandemia nos fez aprender a fazer o que sempre fazíamos de outra forma, e a crise que veio com ela serviu para vermos a qualidade ou falta dela na estrutura das cidades. A pandemia nos tirou muitas coisas, nos fez ver muitas coisas e nos fez ficar longe…
…Nos fez resgatar o que é sentir saudade.
Ainda temos muito a percorrer.
Mas, o mais importante agora é seguir em frente! Pois a pandemia também nos mostrou que nos momentos difíceis precisamos e podemos ser fortes, que temos a chance de nos refazer diariamente. Que precisamos valorizar e resgatar o tempo e as pessoas que temos.
E, sobretudo, que precisamos uns dos outros, sim.
Eu preciso e quero que você esteja bem para que eu esteja bem!
E que é muito, muito bom estarmos juntos.

