Pós Fake News !

Quando Bolsonaro foi eleito, muito se ouvia que, finalmente o PT fora derrotado e que um novo governo iniciaria em dia 1 de janeiro de 2019, isento de corrupção. E essa era a grande expectativa de muitos brasileiros. O governo começou e com ele, Bolsonaro manteve a polarização que vinha desde sua campanha. Seu filho Carlos Bolsonaro à frente das mídias sociais, mantendo um grupo ideológico chamado pelos jornalistas de ‘escritório do ódio’, que servira somente como gerador de aberrações e abismos políticos entre a esquerda e a direita. Tal senário sofreu agravamento durante a pandemia que só foi freado com a intervenção do ministro do STF Alexandre de Moraes, mandando prender grupos ligados à ala ideológica da família Bolsonaro. E assim tivemos a volta da extrema direita, deixando ainda mais tumultuado um momento difícil da nossa história. Como também, um retrocesso de pensamento polarizado no Brasil.

Para analisarmos de forma idônea é necessário voltarmos no tempo até o impeachtment de Dilma Rouseff, quando Bolsonaro fez seu discurso enaltecendo um carrasco da ditadura, ao invés de apenas votar. Esse já era um sinal do que iríamos enfrentar. Bolsonaro jogou fora uma oportunidade de se apresentar a um Brasil que passava pelo seu segundo processo de impeachtment. Mas, dessa vez, foi a derrota de um sonho que começou a ser construído quando as “Diretas Já” entoavam pelo Brasil, na década de 80. Mas, com todo o processo descoberto de corrupção, enriquecimento ilícito, entre outras situações já recorrentes em nosso cenário político, a derrota de uma esquerda comprometida, simbolizou o fim de uma era, o fim da era PT. Esse partido simbolizava o futuro para um povo assolado e desnutrido, um povo sem luz, um povo sem condições de comprar sua casa própria, ou de ter acesso a uma faculdade. Essa condição de ser igual, que todo brasileiro sonhou foi construída por um metalúrgico que nos foi apresentado no filme: “Lula filho do Brasil”. Uma história real de um homem do povo que queria um Brasil justo. Lula tentou sua primeira eleição para presidente em 1989, sendo derrotado após um golpe baixo de Fernando Collor de Mello, denunciando uma filha de Lula, não reconhecida e fora de seu casamento. Essa informação foi crucial para sua derrota. Lula era o candidato puro que continha sonhos, ideologia da esquerda, e a massa intelectual da esquerda o apoiava, e com isso ele foi validado por boa parte da sociedade como um bom candidato. Mas, infelizmente Collor jogou sujo e levou a presidência, para tempos depois ser o primeiro presidente condenado a um impeachtment, em 1992. Itamar Franco, vice-presidente, assumiu o restante do mandato de Collor e logo em seguida o PSDB, na figura de Fernando Henrique, chega ao poder para ficar por dois mandatos. Com isso o Brasil vivia a social democracia, com o PSDB, um partido social democrata que acredita na iniciativa privada, motivo pelo qual venderam algumas empresas estatais, criaram alguns impostos como a CPMF e realizaram a reforma da previdência, prejudicando alguns trabalhadores; com o fator previdenciário diminuindo o valor da aposentadoria. É preciso informar que nessa época, grupos da sociedade brasileira temiam a venda da Petrobrás e até uma suposta sabotagem da plataforma P36 foi levantada. Na ocasião, essa plataforma foi semissubmersa causando um grande desconforto ao governo. Essa foi a história construída pelo governo do PSDB, deixando de herança um Brasil com dinheiro suficiente para o próximo presidente.

Lembra do homem metalúrgico com ideais? Pois bem, não existia mais o PT do Lula, e sim um partido robusto, cheio de prefeituras, vereadores, deputados estaduais, federais e senadores. Assim o PT chegou em 2002, ficando até a queda de Dilma Rouseff, em 2016. Desde o início da gestão do PT, os escândalos de roubo não pararam até chegar à Lava Jato, e enfim à prisão de Lula. Com o impeachtment de Dilma, o PT se torna um partido sem moral e a esquerda perdeu sua maior caraterística que era a idoneidade. Depois vieram outras denúncias da Lava Jato que tornaram improvável o retorno do partido.

Essa polarização de esquerda e direita já não interessa mais a ninguém, muito menos aos brasileiros que perceberam que quem polariza tem a intenção de manipular. A história mostrou que tanto a extrema direita de Bolsonaro, como a esquerda de Lula já não tem lugar no novo Brasil que irá surgir, nas próximas eleições para prefeito. Ninguém quer a volta ao passado de torturadores, muito menos uma volta ao passado próximo de saqueadores de cofres públicos. O pós Fake News irá trazer verdade para os próximos debates, sem polarização, onde quem é de esquerda é isso, ou quem é de direita é aquilo! Espero que a partir de agora, sem a manipulação das redes sociais, a população brasileira se conscientize politicamente, e que cada brasileiro possa pensar livre, sem os conceitos errados ou manipulados de antes. Creio que não seremos mais os famosos “eleitores úteis”, ou os chamados “gado marcado”!  

Sobre Josué Júnior (407 artigos)
Josué Júnior, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Designer, é proprietário do site de conteúdo Linkezine , @linkezine . Dentro do site abaixo é possivel ver um pouco da atuação da Arte Foto Designer no mercado : https://www.omnistore.net.br/

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