Entrevista com Vera Gondim

Vera Gondim , como terapeuta, trabalha com mais de 20 sistemas florais, minerais, ambientais e do reino animal – do Brasil e do restante do mundo – há mais de 22 anos, teve aulas com Ian White, o criador das Australian Bush Flower Essences. Nessa entrevista Vera Gondim, conversa um pouco do seu inicio na Terapia Floral e fala um pouco do futuro. Com vocês Vera Gondim !

Linkezine : O mês de Setembro é dedicado ao Terapeuta Floral, e você é uma Terapeuta muito atuante dentro do cenário nacional e internacional. Conta um pouco de como foi seu encontro com a Terapia floral e sua trajetória.

Vera Gondim:

Jamais pensei em ser terapeuta floral ! Rsrsrs… Desde criança sou uma buscadora e desde cedo me perguntava, olhando as estrelas no céu: “de onde eu vim ? O que estou fazendo aqui ?” As questões filosóficas da vida sempre me fascinaram. Desde muito cedo tive a consciência de que não estava aqui a passeio e de que tinha uma missão a cumprir aqui. A vida foi me mostrando o caminho…

Fui fazer um curso de formação em Terapia Floral, indicado por uma amiga, com a intenção de fazer um trabalho interior profundo comigo mesma. Não me passava pela cabeça sequer a ideia de que algum dia eu poderia vir a atender alguém… Quando terminei o curso, um ano e meio depois, inesperadamente, sem que ninguém soubesse dessa minha formação, começaram a aparecer pessoas amigas com problemas pessoais e me pedindo para irem à minha casa com o intuito de “bater um papinho” comigo. Nesse momento nasceu a terapeuta ! A partir daí, a vida se encarregou de me colocar no trilho e de me fazer assumir minha tarefa de alma.

Um belo dia, já com meu consultório montado e uma grande clientela, me caiu a ficha de que tudo aquilo que já fiz na vida (até mesmo as menores coisas) se direcionou exatamente para fazer o que faço hoje. De repente, estando neste dia sozinha no consultório, tive essa “visão” e vi, com os olhos da alma, toda a minha vida se alinhando nesse único propósito ! E descobri – levando o maior susto – que, desde o início, eu já estava sendo conduzida para isso, mas fui a última a saber !!

Amo ser Terapeuta Floral e ser Professora de Terapia Floral, uma semeadora de consciência ! ❤

Linkezine : Você teve aulas com Ian White, o criador das Australian Bush Flower Essences, e se tornou professora credenciada do sistema no Brasil há 16 anos. Você poderia explicar qual é a diferença do sistema Bush Australiano para os demais?

Vera Gondim:

Como terapeuta, trabalho com mais de 20 sistemas florais, minerais, ambientais e do reino animal – do Brasil e do restante do mundo – há mais de 22 anos, e reconheço em cada um deles a sua importância e a sua atuação particular. Entretanto, meu coração tem um carinho especial pelas essências do Bush Australiano, não só por uma questão de sintonia pessoal mas também por sua eficiência, sua rapidez de ação e por trabalhar de forma tão alinhada em nosso campo energético. Quando você toma um floral do Bush Australiano, além de sentir o efeito de forma imediata, aquela essência trabalha reverberando ao mesmo tempo em todos os seus níveis energéticos, transformando seus paradigmas mentais, suas questões emocionais e fazendo com que esses benefícios possam chegar também no corpo etérico e no corpo físico, por ressonância.

Além disso, a sensação que tenho ao trabalhar com essas essências é a de que eu já trago esse conhecimento de muito mais tempo e, quando estudo algo novo, sinto que só estou relembrando, porque esse conhecimento parece já estar dentro de mim. Tenho uma total sintonia com este sistema, sem nenhum demérito a todos os outros, que também utilizo muito em minha prática diária no consultório.

Linkezine : Na Europa, especialmente no Reino Unido, Alemanha, Espanha e outros países, os hospitais utilizam essências florais do sistema Bach há quase um século. Existe a possibilidade das essências do sistema Australian Bush Flower Essences também fazerem parte dessa lista e serem prescritos em hospitais?

Vera Gondim:

As essências do Bush Australiano estão presentes em mais de 40 países e, em muitos deles, são utilizadas por médicos. Muito provavelmente devem estar também presentes em vários hospitais. O Ian White recebe desses médicos, com muita frequência, relatórios e cópias de exames demonstrando os excelentes resultados do uso das essências em questões físicas. Entretanto, enquanto terapeutas florais, bem dentro dos preceitos que o próprio Dr. Bach nos legou, nosso intuito não é procurar remediar o corpo físico mas sim buscar as razões que fizeram com que aquela personalidade se desviasse de seu caminho, criando a doença. Quando somos bem sucedidos em ajudar o cliente a transformar o padrão mental distorcido, que gera um padrão emocional distorcido, que gera um padrão energético distorcido, que acaba por gerar um problema físico, essa onda de cura gerada pelas essências vai acabar se refletindo em todos os outros níveis e vai, com toda certeza, reverberar de alguma forma no físico, nem que seja atenuando um pouco a dor daquela pessoa. “O que está em cima é como o que está embaixo”, já nos disse Hermes Trimegisto.

Se, por outro lado, nos concentramos no sintoma, percorremos um caminho inverso. Não é a cura física que direciona o nosso trabalho e sim a transformação da crença equivocada/do sentimento equivocado que gerou a doença. Colocar o objetivo da Terapia Floral na cura física seria, a meu ver, “repertorizar” a cura pelas essências florais, como pratica a medicina alopática. Nosso objetivo é atuar nas causas que geraram as patologias e não diretamente na cura física. Esta acontece por mera decorrência de um trabalho bem feito.

Quanto à questão dos hospitais, responderei na última pergunta, que gira também sobre este tema.

Linkezine : Com a pandemia surgiram os atendimentos online, uma ferramenta nova para ajudar o cliente necessitado. Os terapeutas florais também estão atuando online, ajudando muitas pessoas necessitadas de auxílio nesse momento. Essa ferramenta vai deixar de existir quando a pandemia acabar, ou teremos uma nova forma de atendimento? Caso sim, como têm sido os resultados, e como serão no futuro tais atendimentos?

Vera Gondim:

Não posso prever o que acontecerá no futuro mas minha opinião é que esta modalidade de atendimento veio para ficar. De minha parte, esses atendimentos irão continuar. Estou adorando trabalhar online ! Como tempo e espaço não existem de fato – são conceitos criados pelo próprio homem – e como sabemos que quanticamente estamos todos interconectados, minhas consultas online estão tendo o mesmo nível de profundidade das minhas consultas presenciais. Os resultados estão sendo incríveis !

A internet cria possibilidades de que você possa atender pessoas de muitos lugares distantes que, de outra forma, não poderiam ter este tipo de atendimento. Recebi muitos clientes novos, de muitos lugares do Brasil.

Estou também dando cursos online/ao vivo, o que também estou adorando fazer. Minha turma deste último final de semana tinha 52 alunos, do Rio Grande do Sul ao Nordeste, com alunos inclusive da Europa. Isso possibilita que você possa levar esse conhecimento da Terapia Floral a lugares muito distantes !

Continuo mantendo meu consultório e pretendo voltar ao atendimento presencial sim, tão logo deixe de existir o risco de contágio, já que pertenço ao grupo de risco, mas não deixarei de fazer as consultas online nem deixarei de dar meus cursos na modalidade online.

Linkezine : A Terapia floral vem ganhando espaço aqui no Brasil sendo reconhecida em alguns estados, e o Sistema Único de Saúde (SUS) já utiliza oficialmente florais, sendo designada como Terapia Complementar. O que está faltando para o terapeuta floral entrar de vez nos hospitais e clínicas?

Vera Gondim:   

Acredito que a Terapia Floral vem aos poucos ganhando o seu merecido espaço. Em Petrópolis (cidade em que escolhi morar há mais de 30 anos), depois de um maravilhoso e bem sucedido trabalho realizado pela Terapia Floral na catástrofe do Vale do Cuiabá, região serrana do Rio de Janeiro, em 2011, e após muita luta, conseguimos implantar a Terapia Floral no SUS municipal. Isso também está acontecendo em várias outras cidades do Brasil, inclusive o Rio de Janeiro, Duque de Caxias e São Paulo.

Pelo que chega ao meu conhecimento, atualmente o Brasil é um dos países do mundo em que se tem mais liberdade para atuar como terapeuta floral. Em São Paulo, os enfermeiros da rede pública estão recebendo formação para atuarem como terapeutas florais. O Conselho de Enfermagem autoriza que seus afiliados pratiquem a Terapia Floral, o que não acontece com os Conselhos de Medicina e Psicologia. Isso dificulta que a Terapia Floral possa estar mais presente nos hospitais e nas clínicas. No curso de Pós-Graduação em Terapia Floral da UFRJ, em que leciono desde 2008, a maior parte dos alunos é proveniente da Escola de Enfermagem Ana Nery.

Pessoalmente vejo com muito cuidado o fato de a Terapia Floral ocupar um espaço nos hospitais e nas clínicas. Sei que ela tem muita serventia para seus pacientes, mas tudo vai depender do enfoque que for dado ao trabalho a ser realizado com os florais. Fazer uso deles exclusivamente para tentar curar sintomas não seria, a meu ver, a direção mais acertada. Como disse, foge inteiramente aos princípios que nos foram deixados pelo Dr. Bach. Acredito muito num trabalho preventivo de mudança de padrões de crenças para que possamos evitar que as desarmonias venham a criar sintomas. Mas sou inteiramente a favor se de usar a Terapia Floral para dar um suporte emocional e um alento às pessoas hospitalizadas.

Gosto muito da abordagem da Prefeitura de Petrópolis que, ao institucionalizar a Terapia Floral no SUS, para atendimento da população do município, não quis instalá-la nos Postos de Saúde da rede, locais de doença, e sim nas Academias de Saúde, locais de promoção da saúde, juntamente com Yoga, Acupuntura, Fitoterapia, Shiatsu e outras práticas, num trabalho preventivo. Esse trabalho já acontece há quase dois anos e, após um ano de implantação, o contrato já foi renovado por mais dois anos.

Quando tive a oportunidade de coordenar o grupo de 23 terapeutas florais voluntários, por ocasião da enchente do Vale do Cuiabá, a atuação da Terapia Floral junto às vítimas foi oficialmente autorizada pela Secretária de Saúde do município. Os terapeutas florais faziam parte das equipes de atendimento às vítimas, tendo seu lugar reservado nas vans da Secretaria de Saúde que percorriam a região. Receberam também uma sala específica para a Terapia Floral no Centro de Cidadania, Posto de Saúde onde ficaram concentrados os profissionais de saúde que faziam parte das equipes de atendimento bem como toda a coordenação da Prefeitura. Quando o trabalho de atendimento às vítimas foi encerrado, meses depois, e o Centro de Cidadania voltou à sua função habitual de Posto de Saúde, recebemos por parte dos profissionais médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem uma linda homenagem e um pedido para que não finalizássemos nosso trabalho ali. Todos os pacientes, ao chegarem àquele Posto de Saúde, eram primeiramente direcionados à Terapia Floral e somente depois recebiam o atendimento médico. Os profissionais de saúde alegavam que, quando o paciente chegava às suas mãos, já estava completamente harmonizado e tranquilo, facilitando muito a intervenção médica. Como ainda tínhamos muito material de doação, continuamos os atendimentos até o final daquele ano. Foi uma experiência fantástica para todos nós e que nos ajudou muito a conseguirmos implantar, posteriormente, a Terapia Floral no SUS, em função dos resultados maravilhosos que foram obtidos!

Agradeço muito a oportunidade desta entrevista!  Gratidão!

Sobre Josué Júnior (419 artigos)
Josué Júnior, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Designer, é proprietário do site de conteúdo Linkezine , @linkezine . Dentro do site abaixo é possivel ver um pouco da atuação da Arte Foto Designer no mercado : https://www.omnistore.net.br/

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