Bolsonaro e Dória, em: A revolta da vacina.

Para muitos a CoronaVac, da empresa chinesa Sivovac, em parceria com o Instituto Butantan, seria a saída mais rápida para iniciarmos uma campanha de vacinação contra o Covid19. Em setembro, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que a CoronaVac teve 98% de eficácia na fase 3 do ensaio clínico, testada em 50 mil voluntários na China. Essa foi uma notícia animadora que deu impulso para a continuidade dos testes. O Ministério da Saúde planejava a aquisição de 46 milhões de doses da vacina, mas como citado, só planejou. O ministro Eduardo Pazuello foi submetido a sua primeira decepção no governo Bolsonaro. O ministro fora desautorizado publicamente pelo presidente em entrevista coletiva. O segundo da pasta do Ministério da Saúde teve a missão de negar a intenção de compra, deixando assim o clima ainda mais tenso em Brasília. Doria, no dia 21/10/20, declarou “O Presidente da República negar o acesso a uma vacina aprovada pela Anvisa, em meio a uma pandemia que já vitimou 155 mil brasileiros e deixou 5,1 mil infectados, é criminoso.” completou Doria.

Muitos seguidores de Bolsonaro apoiam a forma de como ele vem conduzindo a pandemia. Logo no início, Bolsonaro negou o uso das máscaras, do álcool gel e do distanciamento; agora Bolsonaro afirma que nenhum brasileiro será obrigado a tomar qualquer vacina. Já a Sociedade Brasileira de Imunização, em nota oficial, deixa claro que a vacina é a saída para a imunização em massa.   

Linkezine teve acesso a nota da SBIm

 NOTA À IMPRENSA

São Paulo, 01 de setembro de 2020

Em face à declaração do presidente da República Jair Bolsonaro, nesta segunda‐feira (31/08/20), de que “ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) vem a público lembrar que:

  1. A vacinação está entre os instrumentos de maior impacto positivo em saúde pública em todo o mundo, contribuindo de forma inquestionável para a redução de mortalidade e o aumento da qualidade e da expectativa de vida.
  2. Graças à vacinação foi possível erradicar a varíola e praticamente erradicar a poliomielite, presente, hoje, em apenas dois países.
  3. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) brasileiro é considerado um dos mais bem‐sucedidos do mundo. Além da varíola e da pólio, foram eliminadas do território nacional a rubéola, a síndrome da rubéola congênita, o tétano materno e o tétano neonatal.
  4. Estas e outras tantas conquistas estão atreladas à adesão do brasileiro à vacinação e ao reconhecimento por estes da importância das vacinas na prevenção de graves danos à saúde.

A SBIm entende que é dever das autoridades públicas e dos profissionais da saúde conscientizar a população acerca da importância da vacinação, independentemente da obrigatoriedade, sob pena de vivermos retrocessos como a volta do sarampo devido às baixas coberturas vacinais. Entende também que é dever de cada pessoa buscar a vacinação com o objetivo não apenas da proteção individual, mas também coletiva.

É essencial lembrar que o artigo 14 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990) define a obrigatoriedade da vacinação para este grupo, cabendo a aplicação de penalidades pelo descumprimento.

Juarez Cunha

Presidente

João Doria do PSDB está ao lado da ciência e positivando o uso da vacina, gerando assim um embate político com o presidente. Essas adversidades políticas entre o governo de São Paulo e o governo Federal, terá como consequência o adiamento das imunizações em São Paulo que deveria acontecer em janeiro de 2021. É verdade que muitos especialistas advertem o pouco tempo de testagem da vacina, mas mesmo assim, o avanço da tecnologia garante sua eficácia.

Essas adversidades entre o presidente e o governador de São Paulo é palanque para uma futura disputa presidencial. A única questão é que Bolsonaro esqueceu-se de uma lei, com o nome Covid, no tempo em que o Ministro Mandetta e o Ministro Sergio Moro ainda faziam parte de seu quadro de Ministros. Essa é a lei:  LEI Nº 13.979, DE 6 DE FEVEREIRO DE 2020

A lei assinada pelo próprio Presidente garante que o governo pode obrigar a população a tomar a vacina contra o Covid. Bolsonaro tem como objetivo a reeleição e para isso fala e age de forma a agradar seus supostos eleitores, deixando de lado a razão e tornando seus oponentes, inimigos. É lamentável sua postura negacionista, desprezando a ciência.  Infelizmente, o modelo político de Bolsonaro é perigoso e inconsequente, haja vista os números de mortos no Brasil, que passará, em breve, de 160 mil. Enquanto isso, seus seguidores continuam raivosos discutindo nas ruas, divulgando Fake News, andando sem máscaras e agora negando a vacina.  O que mais falta para essa Pandemia? Linkezine continuará acompanhando esse embate!  

Sobre Josué Júnior (419 artigos)
Josué Júnior, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Designer, é proprietário do site de conteúdo Linkezine , @linkezine . Dentro do site abaixo é possivel ver um pouco da atuação da Arte Foto Designer no mercado : https://www.omnistore.net.br/

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