Bolsonaro’s shame

Os reflexos de sua viagem, até hoje, estão sendo sentidos…

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Bolsonaro, mais uma vez, presenteou o brasileiro com uma vergonha mundial. Sem estar vacinado, o presidente viaja a Nova York. Sua primeira aparição, com a sua comitiva, foi assunto em todos os jornais e mídias do mundo, por ser fotografado comendo pizza, do lado de fora do restaurante. Todos os participantes dessa memorável foto demostram um ar de subserviência ao seu chefe, na legenda da foto pode ser lido, “um manda e todos obedecem”, lamentável.

Segue foto abaixo:

Esta viagem foi marcada por vários vexames. Em poucos dias de estadia dá para fazer um “top dez”. O prefeito de Nova York Bill de Blasio foi a televisão para criticar Bolsonaro.

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O comediante Jimmy Kimmel também ironizou o estadista brasileiro.

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Nesse bolo existiam várias cerejas e a primeira foi o encontro com Boris Johnson (Primeiro Ministro da Inglaterra). Bolsonaro menciona o de não ter sido vacinado e, logo em seguida, dá uma risada. É surreal!

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Outra cereja foi o ministro da saúde Marcelo Queiroga fazendo gestos obscenos, de dentro de uma van, para os manifestantes contrários ao seu governo.

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Posso dizer que, a participação de Bolsonaro na ONU foi um terror para o Brasil. Seu pronunciamento foi considerado por todos os analistas políticos, como uma fala tacanha. O jornalista Otavio Guedes, da Globo News, definiu a fala do presidente: “Bolsonaro acaba de usar a tribuna da ONU para fazer uma live, para o seu cercadinho”. Infelizmente, Bolsonaro perdeu a chance de apresentar o Brasil para o mundo, de uma forma positiva e, na visão de muitos especialistas, sua presença era dispensável.

Os reflexos de sua viagem, até hoje, estão sendo sentidos. Ministro cumprindo quarentena em Nova York; presidente em quarentena aqui no Brasil; filho do presidente testando positivo para covid; além da vacinação da primeira dama, realizada nos Estados Unidos, evento que deixou nossos médicos confusos e gerou desconforto com a ANVISA.

Quando Bolsonaro foi eleito presidente, em 2018, muitos apostavam em um discurso que só existiu no papel e no Youtube. Ele sempre foi e sempre será do baixo clero da política brasileira. Assim que essa onda negacionista passar e o Brasil voltar a ser um país onde as pessoas seguem a ciência, essa família não terão mais voz. A popularidade do presidente vem caindo de forma vertiginosa. Essa queda já foi comprovada nas eleições para prefeitos e vereadores. A fragilidade do seu discurso de ódio já afastou muitos evangélicos e outros grupos de apoiadores como os caminhoneiros começam a repensar seus posicionamentos. A CPI da Covid, a cada semana, apresenta um novo escândalo. O último foi o da Prevent Senior, tantos problemas que fica difícil de enumerá-los.

Quinta-feira, durante uma live, o presidente teve a coragem de sugerir que todos os brasileiros tomassem banho frio. Bolsonaro age como se estivesse num coreto, de uma praça, com o microfone ligado, tentando comunicar a cidade, a falta de luz, caso todos não aderissem ao seu racionamento de energia.

Vídeo abaixo:  

Sua atitude de líder de um país seria assumir a crise hídrica, em pronunciamento oficial, ao invés de dirigir-se à uma live. Ele precisa trabalhar para garantir energia ao nosso país. A crise hídrica é séria e eminente, o Brasil corre o risco sim, de sofrer apagão em vários estados, e não será com reza que sairemos dessa. Esperando dias melhores.                  

Sobre Josué Júnior (544 artigos)
Josué Júnior, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Design é proprietário do site de conteúdo Linkezine. Registro Profissional: MTb : 0041561/RJ

1 comentário em Bolsonaro’s shame

  1. elcieloyelinfierno // 25/09/2021 às 1:40 pm // Responder

    Entrada impecável !! Aqui, a frase “cada povo tem o governo que merece” não tem relação; Jair Bolsonaro e o apoio dos militares somado ao servilismo de sempre, por interesses econômicos ou idiotas funcionais ao poder, fizeram do Brasil o mais poderoso da América do Sul, hoje está nas mãos de um palhaço despótico que ameaça a democracia e teme pelos a história vivida nas décadas passadas vivida no país irmão, que se repete. Uma saudação cordial.

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