Mulheres em situação de violência doméstica e familiar

Falar de violência doméstica é, além de trazer à tona um tema doloroso, o resultado de um árduo trabalho. Por mais que se questione, por mais que se conteste, nunca é o suficiente para o combate deste tipo de crime. Os índices de violência doméstica contra a mulher se mantêm elevadíssimos e muitos fatores são responsáveis por essa estatística. Seria possível citar vários, mas irei salientar a falta de compaixão ao próximo. Todo agressor, no fundo, é um covarde.

As mulheres, em geral, desenvolvem uma relação de dependência afetiva com seus parceiros. Pensando nessas mulheres que a vereadora Gilda Beatriz propôs, na câmara municipal de Petrópolis, o Projeto de Lei 0042/2022. Nele está previsto facilitar o acesso de mulheres, vítimas de violência doméstica e familiar, ao mercado de trabalho. Como dito, o agressor não tem compaixão para com a vítima. Sua intenção é, simplesmente controlar ao máximo a pessoa agredida, a ponto de mantê-la também uma dependente financeira, quando não as deixam trabalhar.

Caso o Projeto de Lei 0042/2002 seja aprovado, entrará na campanha denominada “Tem Saída”. Essa campanha já foi implementada, com sucesso, em outras cidades do país e reinseriram mulheres vítimas de violência, no mercado de trabalho.

Em São Paulo, por exemplo, através de parcerias firmadas com órgãos públicos e empresas privadas, mais de 400 mulheres foram empregadas, em pouco mais de três anos de funcionamento.

As mulheres de São Paulo, em situação de violência doméstica e familiar, passam por um dos órgãos de atendimento para se cadastrar e concorrer a uma vaga de emprego, nas empresas parceiras do programa e são encaminhadas à órgãos, como: Ministério Público, Defensoria Pública, OAB, entre outros. Esses órgãos realizam o encaminhamento das vítimas, ao sistema judiciário. 

Perceber que existe uma luz no fim do túnel é um estímulo para continuar a caminhada sem amarras, sem olhar para um triste passado, onde não havia esperança no futuro.

A Vereadora Gilda Beatriz fez a seguinte ponderação: “Um dos principais fatores que impede as mulheres vítimas de violência doméstica de deixarem seus agressores é a dependência econômica. É preciso criar políticas públicas que ajudem a quebrar esse ciclo, contribuindo para o empoderamento e cidadania das mulheres, bem como no auxílio do enfrentamento à violência por elas sofridas”.

Temos também a ponderação da presidente do Secretariado Nacional da Mulher/PSDB, Yeda Crusius. “Nós, do Secretariado Nacional da Mulher/PSDB, sempre defendemos a autonomia, o fortalecimento, a independência e a cumplicidade. A proposta da vereadora Gilda Beatriz, que tramita atualmente na Câmara Municipal de Petrópolis, por meio da campanha “Tem Saída”, é a concretização do anseio das tucanas para as mulheres de todo o Brasil.

É preciso facilitar o acesso de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar ao mercado de trabalho. Há de se pensar no lado humano. A proposta garante uma alternativa para que as mulheres vítimas de violência possam reconstruir suas vidas e famílias após um momento tão traumático. Por intermédio do desenvolvimento de medidas voltadas à promoção da autonomia financeira e profissional das mulheres, os avanços vão ocorrer. Fomentar o empreendedorismo feminino é um dos caminhos para a construção de um país mais igualitário no futuro.

Sozinhas, nós não construímos o coletivo, não damos vida ao bem público. As mulheres são fortes quando unidas. Há vários movimentos querendo nos minar. Por isso defendemos o aumento da representatividade feminina na política. Mais políticas públicas para mulheres são fundamentais para que tenhamos um Brasil verdadeiramente democrático. É importante manter o alerta e não nos esquecermos do lema: lugar de mulher é onde ela quiser!”

*Yeda Crusius, presidente do PSDB-Mulher Nacional. Foi ministra do Planejamento, governadora do Rio Grande do Sul e deputada federal por quatro mandatos.

A proposta foi vetada pelo Prefeito de Petrópolis, nesse vídeo é possível ver o desabafo da Vereadora.

Vídeo:

A proposta tinha tudo para ser aprovada, gerando um ganho inestimado para as mulheres vítimas de violência doméstica. Esse veto é a representação de uma triste realidade. É uma lastima! Fica aqui meus parabéns a Vereadora e a torcida que ela continue na luta pela melhoria das condições de vida, das mulheres que se encontram em situações de violência.    

Sobre Josué Júnior (642 artigos)
Josué Júnior, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Design é proprietário do site de conteúdo Linkezine. Registro Profissional: MTb : 0041561/RJ

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