Pedro, o assediador

Pedro Guimarães, um economista que chegou ao governo em 2019 com a missão de enxugar os gastos de R$3,5 bilhões, num prazo de dois anos. Para alcançar esse objetivo, Pedro cortou verbas de patrocínios culturais e fechou algumas agências bancárias. Com a pandemia, expandiu o programa  Caixa Digital; reformulou o atendimento para os clientes, economizando em gastos operacionais; foi responsável pela criação de benefícios sociais como o Auxílio Emergencial do Governo Federal, para os cidadãos que perderam renda durante a pandemia. Em resumo, ele era um braço forte do governo Bolsonaro, ou como se fala na linguagem popular: “fechamento”. Essa seria a melhor definição para justificar a atitude de Bolsonaro até o presente momento. Como justificar a indiferença e o silêncio com relação a seu parceiro de lives. A estranheza vai além quando o assunto é a demissão de Pedro Guimarães. Ele teve seu pedido de demissão aceito, com direito a quarentena milionária  por seis meses. Essa é a parte que é necessário pausar e refletir sobre o absurdo que é uma quarentena milionária, remunerando um assediador que já teve a intenção de ser político. Graças a uma pesquisa de intenção de votos, ele ficou somente na promessa de sair candidato.

Pedro Guimarães, ao assumir a presidência da Caixa Econômica Federal, com a benção de Paulo Guedes e Bolsonaro, começa a implementar uma política muito próxima ao Palácio do Planalto e uma delas é a que as mulheres que trabalhavam junto a ele, não poderiam ter as unhas tingidas de vermelho, além disso, dentro do seu gabinete, o vermelho  não era bem aceito por fazer “alusão” a esquerda.

Eventos eram promovidos para propagar as intenções políticas do governo, solenidades como esta:

Fonte: Metrópole

Funcionários bancários fazendo flexão de braços, uma alusão ao regime militar que tanto Bolsonaro prega, e de quebra, um assédio moral para homens e mulheres. Esse episódio foi gravado e divulgado,  assim como algumas reuniões, que tiveram seus áudios vazados, com a voz de Pedro que aflora bradando: “Caguei para a opinião de vocês, porque eu que mando. Não estou perguntando. Isso aqui não é uma democracia, é a minha decisão” 

Parabéns Pedro! Você conquistou a vaga de reizinho do extinto programa “Viva o Gordo”.

Programa Viva o Gordo da Tv Globo: Reprodução do Youtube 

Mesmo com o poder da tirania, Pedro foi acusado por seus atos covardes. Ele foi denunciado por assédio sexual a mulheres pelas quais trabalhavam próximas a ele. Uma delas fez esse relato: “A gente foi convidada a jantar com ele, não tinha opção de recusar. Então fomos e ele, com esse hábito de querer tirar foto com todos os empregados, me pediu para tirar uma foto e quando levantei meu braço, ele tentou tocar os meus seios três ou quatro vezes. Então, foi muito constrangedor e eu não pude fazer nada, eu não pude falar nada, eu não pude ter nenhuma expressão. Eu tive que, simplesmente, aceitar e engolir isso.”

Esse depoimento é de uma funcionária da Caixa que não trabalha na sede, mas sofreu assédio de Pedro Guimarães durante uma foto.

Além desses relatos, existem outros tão ou mais constrangedores, conforme o depoimento a seguir: “Em uma ocasião, estava a sós com o presidente do banco quando ele perguntou se eu estava com ele”. A funcionária entendeu, à época, que a pergunta era em relação ao governo. Ela teria, então, respondido que sim. “Aí, quando fui sair, ele me puxou pelo pescoço e disse: ‘Estou com muita vontade de você’. Saí da sala em choque e chorando”, afirma.

Esse assediador era para ser demitido no primeiro caso descoberto, mas Bolsonaro protegeu seu protótipo até onde deu. Precisou a mídia divulgar toda essa nojeira para Pedro pedir demissão. Agora fica a pergunta? É justo Pedro Guimarães receber por seis meses de salário e chegar ao final de sua quarentena com R$ 300 mil reais? Outra pergunta: Quem irá indenizar essas vítimas, a Caixa ou o próprio Pedro Guimarães? Infelizmente, o salário de Pedro é pago por nós que remuneramos um mal feitor. Que a justiça seja feita e que as vítimas possam sair desse episódio de cabeça erguida devidamente justiçada.          

Sobre Josué Júnior (685 artigos)
Josué Júnior, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Design é proprietário do site de conteúdo Linkezine. Registro Profissional: MTb : 0041561/RJ

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