Um candidato para dois palanques

Pelo visto, o PT poderá apresentar dois palanques no Rio de Janeiro. Nada confirmado, apenas um “zunzunzum” de bastidores, mas conforme o ditado diz: onde há fumaça, há fogo. Notícias estão circulando e isso pode mexer com algumas candidaturas, no estado do Rio. A Folha de São Paulo, em uma publicação, manifestou que o “PT adia convenção no Rio, expõe crise com PSB e coloca em risco apoio a Freixo”. A principal razão para isso foi a candidatura de Alessandro Molon ao Senado. Essa queda de braço pode atingir diretamente Marcelo Freixo. Outras matérias propõem que Eduardo Paes atue como coordenador na campanha de Lula, fato rapidamente desmentido por Tiago Santana (Presidente do PT/RJ). Em seu Twitter, Tiago Santana declarou: “Se tem um prefeito que pode coordenar a eleição do Lula no Rio que é o prefeito mais bem avaliado do Rio, Fabiano Horta de Maricá! Eduardo Paes precisa dar conta da cidade, que tá um caos e uma bagunça, pra aí sim, poder ter cacife de organizar a campanha do Lula.” O que ele esqueceu de comentar foi que, na segunda-feira dia 25/07/22, haveria uma reunião para confirmar a aliança entre PSB e PT. Essa reunião foi cancelada por um único motivo, a confirmação do PSB na candidatura ao Senado com Alessandro Molon, dando início à uma série de desentendimento e algumas reuniões. Até agora Freixo não tem um vice e pelo visto as conversas com Rodrigo Maia estão esfriando. A obsessão do PT em deixar Alessandro Molon de lado nessas eleições pode custar para Marcelo Freixo, o Governo do Rio de Janeiro. Essa disputa vem subindo o tom a cada minuto.

Esse impasse abriu um caminho bem curioso. Caso seja confirmado, o PDT de Ciro Gomes pode apoiar Lula no palanque carioca e com ele, André Siciliano será candidato a Senador. Essa engenharia monta uma estrutura difícil de explicar, mas pelo visto pode ficar assim: o PT alia-se ao PSB, com Marcelo Freixo para governo, representando o primeiro palanque ou o PT alia-se ao PDT e PSD, com André Siciliano para o Senador e Rodrigo Neves para governador, formando o segundo palanque. Dessa maneira ficaria o PT com dois candidatos ao Governo do Estado do Rio de Janeiro e apenas André Siciliano indicado ao Senado. Agora resta a dúvida, onde fica Ciro Gomes? O problema de toda essa engenharia é o acordo, já fechado, entre o PT e o PSB que inclui Geraldo Alkmin como vice de Lula. Que panela de pressão!!! É muita confusão para ser resolvida em tão pouco tempo de campanha.

Sinceramente, espero que essas nuvens possam ser dissipadas o mais rápido possível. O Rio de Janeiro merece uma eleição ordeira, sem tanta confusão. Os egos precisam ser guardados pelo bem da democracia. Agora é esperar como será o fim dessa novela.        

Sobre Josué Júnior (681 artigos)
Josué Júnior, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Design é proprietário do site de conteúdo Linkezine. Registro Profissional: MTb : 0041561/RJ

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