Claudio Castro pode ser cassado e declarado inelegível
Ser governador do Estado do Rio de Janeiro não é uma tarefa fácil. A história que vem sendo escrita desde Anthony garotinho é muito dura para o Estado Fluminense, afirmo que é uma verdadeira escadinha em ascensão. No caso do Garotinho, temos sua esposa Rosinha com o mesmo destino do marido, a prisão de Bangu I. Na época, o fato foi uma verdadeira desonra familiar.
O tempo passa e vemos um pleito cheio de novidades como o ex-juiz Federal Wilson Witzel prometendo acabar com a corrupção e combater o crime organizado. E quem se recorda daquela eleição, lembrará que Witzel era o azarão que bateu Pães na disputa pelo governo, façanha muito comemorada por Witzel e por seu vice, um jovem político e cantor evangélico em seu primeiro mandato como vereador.
Para muitos, Castro era um apoiador de luxo e nunca, ninguém, poderia imaginar que ele seria eleito governador de um Estado tão importante, logo em seu primeiro mandato como vice, mas foi. Witzel envolveu-se em um escalando de corrupção delatado pelo seu Secretário de Saúde Estadual Edmar Santos Silva, no período da pandemia do Covid 19 e não resistiu. Todo o seu discurso contra corrupção caiu por terra, restando a Castro manter a fala do seu antecessor e seguir em frente. Assim o fez até as eleições de 2022, quando encabeçou a chapa para governador, derrotando Marcelo Freixo. Castro tinha a máquina nas mãos e dessa forma, conseguiu a vitória.
Marcelo Freixo denunciou seu opositor pelo escândalo da Ceperj (Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro) e da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Esse escândalo ficou conhecido como “folhas secretas”
Atualmente, o Ministério Público Eleitoral do Rio de Janeiro poderá referendar a cassação de Claudio Castro e de Thiago Pamplona, com isso Castro será o sétimo governador do Estado a não completar o mandato.
O MP Eleitoral expôs essa consideração a respeito de Castro:
“Não se mais discute aqui o fato de que a máquina pública foi manejada em ano eleitoral, com evidente desvio de finalidade. A ampliação e alteração dos projetos, a forma como foram executados de molde a beneficiar eleitores e cabos eleitorais demonstra de forma evidente que o poder de autoridade foi usado em prol da alavancagem da candidatura dos dois primeiros investigados”.
Já Castro se manifesta com a citação:
“É lamentável que o então adversário Marcelo Freixo não aceite, passado um ano e meio do processo eleitoral, a decisão soberana da população fluminense”.
Essa manifestação é pequena mediante ao problema que vem insurgindo. Se confirmada a cassação, Castro ficará inelegível por oito anos e a sua carreira na política findará da mesma forma como começou, a meteórica.

Deixe uma resposta