O alívio de Moro é o alívio de muitos políticos brasileiros.
Moro conseguiu uma vitória que serve de caminho para outros políticos andar. Para quem ainda não sabe o pedido de casacão de Moro, foi realizado por duas ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs), movidas pelo Partido Liberal e pela Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PV e PCdoB. O argumento para a ação é que Moro teria ultrapassado o limite legal de gastos, de R$ 4,4 milhões, ao desembolsar R$ 6,7 milhões para sua eleição ao Congresso. A suposta vantagem teria sido alcançada por meio de duas estratégias: primeiro, desistindo de concorrer à Presidência; segundo, mudando sua filiação partidária do Podemos para o União Brasil. Quem participou cobrindo essa eleição deve lembrar que a primeira opção de Moro era o partido PODEMOS o partido de Álvaro Dias, a ideia do PODEMOS era crescer com a campanha presidencial de Moro essa estratégia teve fim quando Moro migrou para o União Brasil, a princípio ele teria tentado entrar em São Paulo sem sucesso acabou voltando para o sul e concorrendo contra seu padrinho político Álvaro Dias, com quem Moro jura que não queria concorrer na disputa ao senado, sua vitória foi a aposentadoria de Álvaro Dias. Dentro dessas idas e vindas como candidato a vários cargos a movimentação financeira também teve sua montanha-russa, viagens, material de campanha, exposição na mídia tudo isso foi contabilizado pela denúncia, mas o que levou em conta a sua absolvição para o alívio de muitos políticos e a flexibilidade que uma pessoa pública tem com os seus compromissos públicos. O advogado de Moro, o Dr. Gustavo Guedes, fez várias manifestações, uma delas foi essa, “Qual é o valor do abuso? De quanto vocês estão dizendo que o senador Moro se beneficiou ilegalmente para só assim ser eleito senador do Paraná? E até hoje não há uma resposta”, Dr. Gustavo Guedes. Essa manifestação convenceu a maioria do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) formando maioria de votos para a absolvição de Moro. O processo deve seguir para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Jair Bolsonaro pediu para que o presidente do PL do Paraná para que não suba com a ação para o TSE, um pedido não quer dizer que será atendido, já o PT ainda não decidiu a ida para o TSE, já o presidente do Tribunal Superior Eleitoral o Ministro Alexandre de Moraes entrega a presidência em junho. Com esse panorama é muito possível que o Senador Sérgio Moro termine seu mandato de oito anos, com o bônus da reeleição, apercepção que tenho desse cenário é que os políticos de todo Brasil podem suspirar aliviados pensando nas próximas eleições.

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