Polícia e Ministério Público Realizam Operação para Prender Integrantes da Mancha Alviverde Envolvidos em Ataque Contra Torcedores do Cruzeiro
Nesta sexta-feira (1º), a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram uma operação em São Paulo, Taboão da Serra e São José dos Campos para prender seis membros da torcida organizada Mancha Alviverde, do Palmeiras. Eles são investigados por envolvimento na emboscada que resultou na morte de José Victor Miranda, torcedor da Máfia Azul, e deixou outros 17 cruzeirenses feridos. O ataque ocorreu no último domingo (27), na Rodovia Fernão Dias, em Mairiporã, após o retorno dos torcedores mineiros de uma partida em Curitiba.
Detalhes da Operação
Agentes usaram pés de cabra e um aríete para entrar na sede da Mancha Alviverde, localizada na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo. No local, foram apreendidos computadores, documentos, máquinas de cartão, barras de ferro, pedaços de madeira e objetos com marcas de sangue, que serão periciados para identificação de vestígios genéticos das vítimas. Além disso, 12 barras de ferro, dois pedaços de madeira, cinco rojões e bolas de sinuca, supostamente usados na agressão, também foram recolhidos.
Emboscada na Rodovia e o Uso de “Miguelitos”
A emboscada foi planejada e executada por integrantes da torcida palmeirense, que utilizaram “miguelitos” (pregos retorcidos) para furar os pneus dos ônibus e forçá-los a parar. Um dos veículos foi incendiado, e o outro depredado. Durante o ataque, José Victor Miranda sofreu queimaduras graves e não resistiu aos ferimentos. Ele tinha 30 anos. O laudo pericial que determinará a causa exata da morte ainda está em andamento. Outros cruzeirenses continuam internados.
Identificação dos Envolvidos e Prisões Temporárias
As autoridades já identificaram dez palmeirenses envolvidos no ataque, incluindo Jorge Luiz Sampaio Santos, presidente da Mancha, Felipe Mattos dos Santos, vice-presidente, e Leandro Gomes dos Santos, diretor. A Justiça decretou a prisão temporária desses líderes, além de outros três membros: Henrique Moreira Lelis, Aurélio Andrade de Lima e Neilo Ferreira e Silva, conhecido como “Lagartixa”. Os investigados ainda não foram detidos, mas estão sendo ativamente procurados.
Repercussão e Declarações
A família de Jorge Santos, presidente da Mancha, afirmou desconhecer seu paradeiro e nega seu envolvimento no crime. Em suas redes sociais, a diretoria da Mancha Alviverde repudiou o ato, alegando que não organizou nem incentivou qualquer ação contra os cruzeirenses e condenou a violência. Em resposta, a Máfia Azul, torcida organizada do Cruzeiro, usou suas plataformas para lamentar o ataque e expressar seu pesar, reforçando que “o choro da mãe do seu rival não traz a alegria da sua”.
Apelo à Colaboração da População
A operação segue em andamento, e as autoridades pedem que qualquer pessoa com informações sobre os investigados entre em contato com o Disque-Denúncia, pelo número 181. As denúncias são anônimas e não requerem identificação do informante.
Esta ação é mais um exemplo do esforço conjunto das autoridades para combater a violência ligada ao futebol e trazer mais segurança para os torcedores. A resposta rápida da polícia e do MP ressalta a seriedade com que se encara a intolerância esportiva e a busca por justiça para a vítima e seus familiares.

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