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Bolsonaro nega envolvimento em plano para matar autoridades: “Isso nunca aconteceu”

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) refutou, em entrevista à Veja, qualquer envolvimento em um plano para matar autoridades, afirmando que “isso nunca aconteceu” e que “jamais compactuaria com qualquer plano para dar um golpe”. A declaração foi publicada nesta sexta-feira (22), um dia após a Polícia Federal (PF) indiciá-lo junto a outras 36 pessoas por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022.

A entrevista ocorreu por videoconferência na última quarta-feira (20), um dia depois de uma operação da PF prender quatro militares e um policial federal. A investigação revelou um documento, impresso no Palácio do Planalto e levado ao Palácio da Alvorada, detalhando um suposto plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Bolsonaro negou qualquer ligação com o documento e os planos nele descritos.

Ex-presidente defende estado de sítio como alternativa constitucional

Bolsonaro afirmou que, durante seu mandato, “quando falavam comigo, era sempre para usar o estado de sítio, algo constitucional, que dependeria do aval do Congresso”. O estado de sítio é uma medida extrema prevista na Constituição, aplicável em casos de grave crise nacional e que concede ao presidente amplos poderes, incluindo a suspensão de garantias individuais. Sua aplicação, no entanto, requer aprovação do Congresso Nacional e consulta prévia ao Conselho da República e ao Conselho da Defesa Nacional.

Bolsonaro argumentou que, caso houvesse discussões sobre medidas drásticas, elas seriam restritas ao uso de mecanismos legais e constitucionais, afastando a possibilidade de um plano golpista envolvendo assassinatos.

Críticas ao STF e a Alexandre de Moraes

Bolsonaro voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, que conduz o inquérito das investigações. Em suas redes sociais, o ex-presidente acusou Moraes de atuar fora dos limites da lei: “Conduz todo o inquérito, ajusta depoimentos, prende sem denúncia, faz pesca probatória e tem uma assessoria bastante criativa. Faz tudo o que a lei não diz”, escreveu.

Segundo aliados, Bolsonaro demonstrou indignação com a condução das investigações e considerou o indiciamento injusto. A reação foi acompanhada por pessoas próximas enquanto ele acompanhava o noticiário na casa do ex-ministro Gilson Machado, em Alagoas. Apesar de prever a conclusão desfavorável da investigação, o ex-presidente teria se surpreendido com as acusações relacionadas ao plano de assassinato.

Contexto e impacto político

As investigações em torno de Bolsonaro e seus aliados intensificam o clima de tensão política no Brasil, trazendo novos desdobramentos para a análise de sua conduta pós-eleitoral. O indiciamento pode trazer consequências legais e políticas significativas para o ex-presidente, ao mesmo tempo em que amplia as discussões sobre o papel das instituições no enfrentamento de ameaças à democracia.

Enquanto isso, Bolsonaro segue negando as acusações e reafirmando seu compromisso com as leis e a Constituição. As próximas etapas do processo devem esclarecer os fatos e determinar as implicações para todos os envolvidos.

Sobre josuejr54 (4389 artigos)
Josué Bittencourt, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Design é proprietário do site de conteúdo Linkezine. Registro Profissional: MTb : 0041561/RJ

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