Filme Brasileiro “Ainda Estou Aqui” é Pré-selecionado para o Oscar 2025
O Brasil volta a figurar entre os pré-selecionados ao Oscar de Melhor Filme Internacional com “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres. O anúncio foi feito nesta terça-feira (17), quando a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou a lista dos 15 filmes que seguem na disputa pela estatueta.
Um Retorno Marcante para o Brasil
Baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, “Ainda Estou Aqui” narra a emocionante história de Eunice Paiva (interpretada por Fernanda Torres), uma mulher que enfrentou a ditadura militar brasileira para buscar reconhecimento pela morte de seu marido, Rubens Paiva.
A produção marca a volta do Brasil à pré-seleção do Oscar, algo que não acontecia desde 2008, com “O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias”. A última vez que o país foi indicado na categoria, ainda chamada de Melhor Filme Estrangeiro, foi em 1999, com o aclamado “Central do Brasil”, também dirigido por Walter Salles.
A Corrida pela Estatueta
Além de “Ainda Estou Aqui”, outros 14 filmes de diferentes países compõem a lista dos pré-selecionados:
- “Une langue universelle” – Canadá
- “Ondas” – Tchéquia
- “A garota da agulha” – Dinamarca
- “Emilia Pérez” – França
- “A semente do fruto sagrado” – Alemanha
- “Snerting” – Islândia
- “Kneecap – Música de liberdade” – Irlanda
- “Vermiglio” – Itália
- “Straume” – Letônia
- “Armand” – Noruega
- “From Ground Zero” – Palestina
- “Dahomey” – Senegal
- “Como ganhar milhões antes da avó morrer” – Tailândia
- “Santosh” – Inglaterra
A lista oficial com os cinco indicados será divulgada no dia 17 de janeiro, enquanto a cerimônia de premiação ocorrerá em 2 de março, em Los Angeles.
Repercussão e Expectativa
O retorno de Walter Salles à disputa pelo Oscar reforça o prestígio do cineasta, que já levou o nome do Brasil a Hollywood em outras ocasiões. Para os amantes do cinema nacional, a pré-seleção de “Ainda Estou Aqui” reacende a esperança de ver o Brasil novamente em destaque no cenário internacional.
A trajetória de Eunice Paiva, retratada no filme, é um poderoso testemunho da resiliência em tempos de opressão, tornando a produção não apenas uma obra cinematográfica de excelência, mas também um relato histórico essencial.
Agora, resta aos brasileiros aguardar ansiosamente a próxima fase, torcendo para que o longa esteja entre os cinco indicados e, quem sabe, leve a tão cobiçada estatueta.

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