Haddad prevê acomodação nos preços dos alimentos em 2025 e defende medidas para baratear custo
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que os preços dos alimentos devem se acomodar em 2025, ainda que continuem em um patamar elevado. Em entrevista à RedeTV, ele revelou que o governo estuda reduzir o uso de grãos na produção de combustíveis como parte de um conjunto de medidas para conter os custos da alimentação.
Entre as alternativas avaliadas, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, sugeriu baixar o imposto de importação para produtos mais baratos no exterior, o que poderia aliviar os preços no mercado interno.
Críticas à taxa de juros e perspectivas para a economia
Haddad também demonstrou preocupação com a alta taxa de juros no Brasil, criticando a recente decisão do Banco Central de manter a Selic em 13,25% ao ano para conter a inflação. Para o ministro, essa política pode acabar reduzindo o crescimento da economia, que deve ficar em cerca de 2,5% em 2025.
Ele ainda sugeriu que o Banco Central pode cometer erros e que o impacto dos juros altos pode ser contraproducente para o crescimento sustentável do país.
Sobretaxas dos EUA e regulação das big techs
Ao ser questionado sobre possíveis sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, Haddad afirmou que a medida poderia beneficiar o Brasil. Apesar disso, ele destacou a importância da parceria com os EUA e disse que não descarta o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países.
O ministro também defendeu a regulação das big techs, ressaltando a necessidade de estabelecer regras claras para o setor.
Eleições de 2026 e relação com o Congresso
Com o nome frequentemente citado como possível sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso ele não tente a reeleição, Haddad afirmou que não está pensando em 2026. Para ele, o foco deve estar no crescimento sustentável e na estabilidade econômica do país.
O ministro ainda destacou a importância de uma boa relação com os novos presidentes da Câmara e do Senado, que serão eleitos neste sábado (1º). Segundo ele, essa parceria será fundamental para avançar com projetos estratégicos para a economia brasileira.
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