Governo Argentino Anuncia Investigação Sobre Criptomoeda Promovida por Milei
Governo Argentino Anuncia Investigação Sobre Criptomoeda Promovida por Milei
O governo argentino anunciou na noite de sábado (15) a abertura de uma “investigação urgente” sobre o lançamento de uma criptomoeda promovida pelo presidente Javier Milei. O ativo digital, chamado $LIBRA, foi divulgado pelo mandatário em uma publicação no X na sexta-feira, mas retirado horas depois, em meio a acusações de fraude e pedidos de impeachment.
Polêmica e Repercussão Segundo imagens divulgadas pela imprensa local, Milei publicou um link para o projeto “Viva La Libertad Project” com a mensagem: “O mundo quer investir na Argentina. $LIBRA”. No entanto, economistas e especialistas em criptoativos rapidamente questionaram a legalidade e transparência do ativo, que pode ter se tratado de um esquema de pirâmide. Após a repercussão negativa, Milei apagou a postagem e justificou que não tinha conhecimento detalhado do projeto antes de divulgá-lo.
Diante do escândalo, a presidência argentina informou que acionou o Escritório Anticorrupção (OA) para apurar se houve conduta imprópria por parte de membros do governo, incluindo o próprio presidente. Além disso, foi criada uma Unidade de Força-Tarefa de Investigação sob o gabinete presidencial para analisar o caso e os envolvidos na operação do $LIBRA.
Pedido de Impeachment e Reações A oposição não demorou a reagir. O bloco União pela Pátria, liderado por peronistas no Congresso, anunciou que apresentará um pedido de impeachment contra Milei nesta segunda-feira (17). O senador Martín Lousteau (UCR) relembrou que essa não é a primeira vez que Milei promove ativos digitais suspeitos – em 2021, o então deputado apoiou a plataforma CoinX, que prometia lucros de 8% ao mês em dólares e agora está sob investigação por suposta fraude.
Especialistas apontaram que 80% do ativo $LIBRA estavam nas mãos de poucos investidores antes da publicação de Milei. Após o apoio do presidente, seu valor disparou para um pico de US$ 4.978 (cerca de R$ 28.512), gerando lucros milionários para esses detentores originais antes do colapso do ativo.
O deputado Maximiliano Ferraro (Coalizão Cívica) classificou o episódio como “uma manobra especulativa” alavancada pelo poder político do presidente e sugeriu a criação de uma comissão especial no Congresso para investigar o caso.
Com a crise se intensificando, o governo argentino enfrenta mais uma controvérsia envolvendo o presidente Javier Milei e seu envolvimento com ativos digitais suspeitos.
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