Marina Silva Defende Energia Limpa e Papel do Ibama Sem Citar Margem Equatorial
Marina Silva Defende Energia Limpa e Papel do Ibama Sem Citar Margem Equatorial
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), reforçou nesta sexta-feira (14/2) a necessidade de investimentos em energia limpa e transição energética no Brasil. Durante uma cerimônia ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a ministra destacou a redução no desmatamento e a importância do Ibama e do ICMBio nas ações de fiscalização e proteção ambiental.
O pronunciamento ocorreu em um momento de debate dentro do governo sobre a liberação da pesquisa para exploração de petróleo na Margem Equatorial, na Bacia da Foz do Amazonas. O presidente Lula tem defendido publicamente essa liberação, contando com apoio do Ministério de Minas e Energia e de figuras políticas como Davi Alcolumbre (União Brasil/AP), presidente do Senado.
Apesar da pressão sobre o tema, Marina Silva evitou mencionar diretamente a Margem Equatorial em seu discurso, preferindo enfatizar os avanços na fiscalização ambiental. Segundo a ministra, a fiscalização do Ibama aumentou 96%, enquanto a do ICMBio cresceu quase 200%, contribuindo para reduções expressivas no desmatamento:
“Nós assumimos o compromisso de desmatamento zero até 2030. Já tivemos redução de 45% na Amazônia, 27% na Mata Atlântica, 77% no Pantanal e 48% no Cerrado. Esse é o esforço inicial para que a gente chegue ao desmatamento zero, fazendo com que o desmatamento, que estava fora de controle, voltasse a ter combate.”
A ministra também ressaltou o potencial do Brasil para liderar o desenvolvimento sustentável, conciliando a proteção ambiental com o uso econômico das florestas.
Lula e a Visão Sobre Combustíveis Fósseis
Na quinta-feira (13/2), Lula se posicionou sobre o futuro dos combustíveis fósseis, destacando que, embora sonhe com o fim de seu uso, esse momento ainda está distante:
“Eu sou favorável e sonho que um dia a gente não precise de combustível fóssil. Acho que um dia não vamos precisar. Mas esse dia está longe ainda. A humanidade vai precisar de muito tempo.”
A postura do governo sobre o tema segue sendo debatida, e o papel do Ibama na regulamentação e fiscalização ambiental continuará sendo um ponto-chave nas decisões sobre a exploração de recursos naturais no país.
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