Filipe Ret: ‘Transformei o ódio em oportunidade’
Filipe Ret: ‘Transformei o ódio em oportunidade’
O rapper Filipe Ret participou do SIM São Paulo 2025 e revelou detalhes sobre a evolução de sua carreira artística e pessoal. O amadurecimento veio acompanhado de um olhar mais estratégico para o futuro, impulsionado pela paternidade e pela profissionalização de sua trajetória. Com uma abordagem inovadora e determinada, Ret compartilhou como transformou desafios em crescimento e consolidou sua posição no cenário musical.
A paternidade como ponto de virada
Segundo Filipe Ret, tornar-se pai foi um divisor de águas que mudou sua forma de enxergar a carreira. “Ter virado pai foi uma virada de chave na minha vida e, consequentemente, na minha carreira. A partir desse momento, comecei a olhar o planejamento de carreira como prioridade absoluta. Acho que existe um delay sobre o que o artista sente no momento e aquilo que ele pode colher na frente. Minha meta é trabalhar hoje para o que quero conquistar daqui a dois anos. Sou inquieto e competitivo, isso me motiva a estar sempre criando algo novo”, afirmou Ret.
Profissionalização e crescimento exponencial
O rapper enfatizou a importância de os artistas conhecerem seu próprio produto e saberem como vendê-lo. “Cabe ao artista ter visão do seu próprio produto, de como ele deve ‘vender’ a sua música, seja no show ou na rua. Quando o artista consegue colocar mais energia nessa ‘venda’, ele aumenta sua chance de êxito”, completou.
A profissionalização da carreira de Ret ganhou um novo impulso em 2019, quando ele se uniu a Marcos Passarini e Elemess. “Começamos a trabalhar junto com o Filipe Ret em 2019, quando começamos a pensar a carreira dele de forma mais planejada. Neste momento, ele havia chegado no limite do que conseguia fazer por conta própria em termos de gestão. Mas a gente sabia que o potencial de crescimento era muito alto. Um dos primeiros diagnósticos que fizemos foi de que ele poderia se apresentar em lugares maiores. Contratantes de casas para 700 pessoas tinham sold out instantaneamente com o Filipe Ret. Partimos então para um crescimento do show em lugares maiores, novas praças, investindo no show e na produção própria. Foi um círculo virtuoso que, em seis meses, praticamente quadruplicou o cachê do artista e deu muito mais estrutura para toda a sua equipe”, explicou Passarini.
Transformando hate em conexão com os fãs
Um dos momentos mais marcantes na trajetória recente do rapper foi quando começou a receber ataques nas redes sociais. Sem entender o motivo do hate, Ret adotou uma nova estratégia: mostrar-se de forma mais transparente ao público.
“Há cerca de oito meses, estava recebendo muito hate nas redes. Não conseguia entender porquê, já que vinha fazendo tudo da maneira correta. Nesse momento, percebi que quem estava do meu lado, vendo as batalhas e perrengues, sabia quanto eu me esforçava em ser o melhor possível. Mas quem estava de fora não tinha essa percepção. A partir disso, tivemos um insight de começar a produzir vlogs diários, me acompanhando e dividindo cada momento, conquistas e desafios com os fãs. Algo que começou como minha ‘defesa’ tornou os fãs ainda mais próximos de mim e mudou bastante a percepção sobre mim e minha imagem. Agora, conhecem o Ret empresário, pai, filho, amigo, que está na rua todo dia tentando fazer o melhor”, contou o artista.
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