Dólar despenca para R$ 5,75 com tarifas de Trump e dados fracos nos EUA
Dólar despenca para R$ 5,75 com tarifas de Trump e dados fracos nos EUA
Após a forte alta registrada na última sexta-feira, o dólar comercial iniciou esta quarta-feira (5) com uma queda expressiva de 2,68%, sendo negociado a R$ 5,757 na compra e R$ 5,758 na venda. Esse movimento foi impulsionado por dois fatores principais: a imposição de novas tarifas comerciais pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e dados econômicos fracos no mercado de trabalho norte-americano.
Trump anunciou tarifas de 25% sobre importações do Canadá e do México, além de um aumento de 10% nas taxas sobre produtos chineses, totalizando 20%. A resposta veio rapidamente, com retaliações da China e do Canadá. O México, por sua vez, prometeu reagir, e a presidente Claudia Sheinbaum deve divulgar os detalhes no próximo domingo. Esse cenário elevou as incertezas sobre o comércio global, levando os investidores a reavaliarem suas posições.
Além disso, dados econômicos divulgados pelo setor privado dos EUA indicam uma forte desaceleração na criação de empregos. Em fevereiro, foram abertas apenas 77 mil vagas, contra 186 mil registradas em janeiro. Esse resultado reforça a expectativa de cortes nas taxas de juros por parte do Federal Reserve, o que pressiona ainda mais a cotação do dólar para baixo.
Qual é a cotação do dólar hoje?
Às 16h55, a moeda norte-americana registrava as seguintes cotações:
- Dólar comercial: R$ 5,757 (compra) | R$ 5,758 (venda)
- Dólar turismo: R$ 5,946 (compra) | R$ 6,126 (venda)
Na B3, o contrato de dólar futuro também apresentou queda de 1,33%, operando a 5.831 pontos.
O governo dos EUA ainda deve se pronunciar oficialmente sobre possíveis ajustes nas tarifas impostas, especialmente para setores estratégicos, como o automobilístico. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que Trump pode conceder alívios para algumas áreas, mas que a taxa de 25% seguirá vigente como parte da estratégia de renegociação do acordo comercial com Canadá e México no próximo ano.
Com o cenário internacional instável, os investidores seguem atentos aos próximos desdobramentos. A queda do dólar alivia a pressão sobre importadores e pode impactar diretamente os preços de produtos no Brasil. Porém, a volatilidade deve continuar à medida que novas decisões forem anunciadas.
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Boa informação