A Casa de Cultura do Parque Apresenta o I Ciclo Expositivo 2025: Tramas, Reflexões e Desafios Visuais
A Casa de Cultura do Parque Apresenta o I Ciclo Expositivo 2025: Tramas, Reflexões e Desafios Visuais
A Casa de Cultura do Parque inaugura, de 22 de março a 29 de junho de 2025, seu I Ciclo Expositivo, reunindo artistas que desafiam as convenções da pintura, fotografia e arte têxtil. A programação inclui três mostras distintas: O fiar – pontos, nós, corte, na Galeria do Parque; Disparate, de Helena Martins-Costa, no Gabinete; e Boca do mundo, de Fábio Menino, no Projeto 280X1020.
O fiar – pontos, nós, corte: A materialidade do tempo na arte têxtil
Com curadoria de Claudio Cretti e texto de Diego Mauro, esta exposição celebra as artes têxteis, explorando os limites entre plano e espaço, controle e acaso. Cinco artistas compõem o panorama dessa abordagem sensível:
- João Modé constrói pontes entre materiais e pessoas com seus “Extensores”.
- Soffia Lotti traduz álbuns digitais em topografias de lã, revelando a tensão dos nós.
- Daniel Albuquerque mescla tricôs escultóricos e quartzos, em um gesto de afeto e conexão.
- Marina Weffort esculpe sutilezas no voil, manipulando restrição e movimento.
- Madalena Santos Reinbolt resgata memórias em tapeçarias vibrantes, explorando figuras humanas e animais, consolidando seu legado artístico, com reconhecimento crescente em instituições como MASP e o American Folk Art Museum.
Disparate: O inquietante jogo de sombras de Helena Martins-Costa
No Gabinete, Helena Martins-Costa desafia a percepção do passado com Disparate. Manipulando fotografias e frames de vídeo, a artista desconstrói anatomias e cria figuras quadrúpedes que evocam os horrores grotescos de Goya. Com um rigoroso uso do preto e branco, a exposição transforma a fotografia em uma prática autorreflexiva e instiga o público a confrontar o estranho dentro de si. Como destaca Annateresa Fabris: “Martins-Costa modifica a estrutura das imagens, desafiando os automatismos da visão.”
Boca do mundo: O cotidiano ressignificado por Fábio Menino
No Projeto 280×1020, Fábio Menino reinterpreta objetos comuns e ferramentas de trabalho, conferindo-lhes uma nova dignidade visual. Com uma combinação de óleo e cera de abelha, suas pinturas equilibram rusticidade e sensibilidade contemporânea. Como observa José Bento Ferreira: “Os objetos não apenas ocupam o espaço da tela, mas são elevados a símbolos de relações sociais e do próprio tempo.”
Performance e Programação Especial
Durante a abertura, em 22 de março às 16h, o público poderá vivenciar a performance Comum entre nós :: Silêncio o espaço tempo de resistência e resiliência, de Dudu Tsuda. Cinco corpos interligados por um tecido vermelho criam movimentos dinâmicos que refletem identidade e ancestralidade, inspirados no conceito japonês Ma.
O I Ciclo Expositivo 2025 tem direção artística de Claudio Cretti, idealização do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo) e conta com o apoio do Ministério da Cultura, Interfood, Casal Garcia e Jägermeister.
disponível para venda na Amazon: https://a.co/d/0gDgs0S


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