Aumento de Casos de SRAG e a Importância da Vacinação: Especialistas Alertam para a Temporada de Vírus Respiratórios
Aumento de Casos de SRAG e a Importância da Vacinação: Especialistas Alertam para a Temporada de Vírus Respiratórios
A chegada de um novo período sazonal traz consigo um aumento expressivo dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil, especialmente entre crianças e idosos. Segundo Tatiana Portela, pesquisadora do InfoGripe e do Programa de Processo de Computação Científica, esse crescimento é esperado para esta época do ano e reforça a necessidade da vacinação contra a influenza, cuja campanha nacional começa no dia 7 de abril.
Tatiana explica que, além do vírus sincicial respiratório (VSR), a tendência é de um aumento expressivo dos casos de influenza nas próximas semanas. “A vacinação é a principal forma de proteção, especialmente para os grupos prioritários. Quanto maior a adesão, menor o impacto da doença”, alerta.
Covid-19: comportamento imprevisível
Diferentemente da influenza e do VSR, a Covid-19 não segue um padrão sazonal, tornando difícil prever quando os casos irão aumentar. “No momento, não há indício de crescimento expressivo dos casos graves de Covid-19, exceto em Roraima, onde idosos apresentam aumento de SRAG associado ao vírus”, afirma Tatiana. Como os picos da doença estão ligados a variantes e à perda de imunidade da população, a recomendação é manter as vacinações em dia, especialmente para idosos e imunocomprometidos, que devem receber reforços a cada seis meses.
Rinovírus: maior impacto entre crianças
Outro vírus que tem circulado amplamente, especialmente no Norte e Centro-Oeste, é o rinovírus, atingindo principalmente crianças e adolescentes de até 14 anos. “Nos últimos dias, já notamos uma tendência de desaceleração em alguns estados”, observa a pesquisadora.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de medidas preventivas, como o uso de máscaras em locais fechados e com grande aglomeração, além do isolamento em caso de sintomas gripais. “Se não for possível se isolar, é fundamental usar uma boa máscara e manter a etiqueta respiratória”, orienta Tatiana.
Estados em alerta
O boletim mais recente aponta que nove estados estão em nível de alerta para a SRAG: Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia e Roraima. Outros estados do Norte e Centro-Oeste, como Mato Grosso, Tocantins e Goiás, também apresentam altos índices de incidência, mas com tendência de estabilização.
Crianças de até dois anos continuam sendo o grupo mais impactado, especialmente em estados como Distrito Federal, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Acre. Além disso, estados como Roraima relatam crescimento de casos em idosos, possivelmente relacionados à Covid-19.
Panorama Nacional
Os dados das últimas quatro semanas apontam para um aumento da SRAG em todo o país. Entre os casos positivos, 38,9% são de vírus sincicial respiratório, 34,9% de rinovírus, 20,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19), 6,2% de influenza A e 1,5% de influenza B. No caso dos óbitos, a maior prevalência é do vírus da Covid-19, representando 68,5% dos casos fatais.
Com esse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção contra doenças respiratórias graves. “Prevenir é sempre melhor do que remediar. As vacinas salvam vidas”, reforça Tatiana.
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